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O canal VH1 fez uma homenagem à Mariah Carey por seu legado nas colaborações que fez ao longo de sua cerreira com artistas do hip-hop no evento Hip Hop Honors deste ano, que foi ao ar na segunda-feira passada, e o momento não poderia ser mais apropriado.

Vinte anos atrás, Mariah lançou Butterfly. O álbum marcou um momento fundamental na carreira dela, e não foi apenas por ter sido logo após o seu divórcio amplamente noticiado com Tommy Mottola. O título era simbólico – Mariah estava assumindo sua personalidade. Suas roupas se tornaram mais sensuais. Ela ficou mais divertida com seus fãs e mais franca nas entrevistas. Mas, o mais importante, o álbum relevou Mariah, até então totalmente encarada como uma cantora Pop, como uma verdadeira colaboradora de hip-hop.

Butterfly mostrou Mariah trabalhando com grandes nomes do hip-hop como Puff Daddy, Q-Tip, Stevie J e Missy Elliott. Ela flertou com esse gênero no seu álbum anterior, Daydream, que contou com diversas participações de Jermaine Dupri e Babyface. Mariah também teve o famoso remix com o membro da Wu Tang Clan, Ol’ Dirty Bastard, para o single “Fantasy”.

Com participações de grandes nomes do Hip-Hop, Butterfly provou que Mariah estava mais do que confortável nesse cenário. A colaboração com rappers era um terreno relativamente novo para estrelas do pop. Butterfly – e as parcerias seguintes que Carey viria a ter com rappers como Jay-Z, Nas, Cam’ron e Snoop Dogg – ajudaram a pavimentar o caminho para que outros artistas pop cantassem junto com os rappers de suas épocas.

O álbum estreou em #1 na Billboard 200, com “Honey”, o primeiro single do álbum, se tornando o 12º #1 da carreira de Mariah no Hot 100. “My All”, que também trouxe um remix, passou uma semana no topo das paradas.

Apesar de reviews favoráveis de modo geral, algumas críticas estavam bem céticas com o suposto novo estilo musical da cantora.

De toda forma, Mariah estava preparada para as críticas. “Fazer ‘Fantasy’ com o ODB em 1995 não foi exatamente uma jogada pop. Eu era fã do Wu Tang Clan, e era fã dele”.

Se as críticas – ou os fãs – encararam com descrença a afinidade de Mariah pelo hip-hop, eles certamente não estavam prestando atenção em sua discografia ou em sua origem (uma mulher multirracial que cresceu em Nova York, o berço do hip-hop).

“Eu fiz algumas músicas nesse mesmo estilo no passado das quais eu gostei muito, mas que não foram lançadas como single, então as pessoas agora ficaram pensando: ‘ah, ela está só se aproveitando dessa moda do hip-hop'”, Mariah disse à Trace Magazine em 1998. “Acho isso ridículo”.

As pessoas também ignoraram o fato de que trabalhar com Mariah era uma conquista incrível para os rappers com os quais ela colaborou.

“Eu era praticamente uma criança – estava simplesmente encantado pela Mariah”, disse Jadakiss numa entrevista à Billboard sobre sua participação no remix de “Honey”.

“Quando eu ouvi a música em que iríamos trabalhar, eu fiquei muito empolgado. Para um rapper, conseguir trabalhar numa música com Mariah Carey, e ainda ser uma música com uma batida que você gosta, isso só pode resultar em algo bom. Facilita o seu trabalho”.

Este ano, a cerimônia do Hip Hop Honors focou em artistas que contribuíram significativamente para a cultura hip-hop na década de 90, e Mariah – que continuou compondo, produzindo e se apresentando ao lado de rappers e outros respeitados produtores de hip-hop – certamente preenche o requisito. É muito prazeroso vê-la sendo reconhecida por um importante, porém muitas vezes subestimado, aspecto do seu legado.

Ela é Mariah Carey…dona de nomes de álbuns estranhamente maravilhosos.

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