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Na semana de lançamento de seu 15º álbum, Caution, outro disco de Mariah Carey voltou ao topo do iTunes. Glitter, lançado no dia 11 de setembro de 2011 (pois é!), foi considerado um grande fracasso na até então monumental carreira da norte-americana e marcou um período de baixos também na vida pessoal, com desgastes físicos e mentais. A aclamação do novo trabalho, assim como a redescoberta de uma obra até então “gongada” apontam para um tardio, mas merecido, reconhecimento do valor artístico de uma das cantoras mais influentes da música pop e do R&B.

A carreira de Mariah Carey é de superlativos: além de vender mais de 200 milhões de álbuns, emplacou 18 músicas no primeiro lugar da parada americana, um recorde para um artista solo, ficando atrás apenas dos Beatles. Para além dos números, sua influência em outros artistas é sentida desde 1990, quando lançou seu primeiro disco.

Seu uso do melisma – técnica que transforma a nota de uma sílaba em uma mescla de várias notas em grande velocidade – se tornou um padrão para cantoras em ascensão, como é possível ver em Christina Aguilera, Ariana Grande e em 90% dos participantes de competições como The Voice. Essa marca, aliás, é uma das razões pelas quais muita gente ainda torce o nariz para Mariah. Seu legado, porém, vai além e sua sensibilidade nas interpretações e nas composições merecem ser observados com atenção.

A sequência de sucessos continuou inabalada com os discos seguintes, Music Box (1993), Merry Christmas (1994); e Daydream (1995), que já apontava o flerte de Mariah com o hip hop e a música urbana. É importante ressaltar que desde o primeiro álbum Mariah escreve suas canções, com exceções, claro, dos covers (Este ano, Carey é uma das indicadas a entrar no Songwriters Hall of Fame, que celebra compositores, podendo juntar-se a artistas como David Bowie, Leonard Cohen, entre outros).

Mas, foi só no álbum Butterfly (1997) – época em que se separou de Mottola – que ela tomou as rédeas de sua carreira e conseguiu se expressar mais artisticamente, incorporando influências mais urbanas nos seus trabalhos. Ao incorporar rappers em suas canções, ela abriu, junto a Janet Jackson, espaço para que outras artistas pop também pudessem experimentar com gêneros musicais – hoje, essas parcerias são praxe.

Essa transformação, aprofundada no Rainbow (1999), também se refletiu na imagem de Carey, que ficou mais sensual, longe do recato de sua estreia. A mudança se provou um sucesso, que só viu o revés com Glitter, trilha sonora do filme de mesmo nome, que também foi um fracassos de bilheteria, mas ambos não se deu por questões artísticas. Aliás, é um álbum ótimo, inspirado na sonoridade dos anos 1980 que atualmente está em alta. Por isso, esse movimento de redescoberta do álbum vem com um senso de “justiça”, como os fãs têm apontado.

Muitos viram no episódio o “fim” da artista e a recepção morna de Charmbracelet (2002) não ajudou a mudar essa visão. Carey, no entanto, deu a volta por cima com The Emancipation of Mimi (2005), álbum que emplacou a música mais tocada da década de 2000, We Belong Together, e vendeu 12 milhões de cópias. Os discos seguintes, E=MC² (2008), Memoirs of an Imperfect Angel (2009) e Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse não repetiram o sucesso de vendas, mas, principalmente este último, continham bons momentos.

Confiante

No recém-lançado Caution, Mariah não parece preocupada em reproduzir o sucesso comercial de sua fase áurea. O disco, seu 15º, soa mais como uma celebração de alguém que não tem mais nada a provar, mas ainda muito a oferecer. Ela soa relaxada e explora as nuances das relações amorosas de um ponto de maturidade, sua voz de mais contida, mas não menos profunda.

As canções são construídas como midtempos – um meio termo entre baladas e músicas mais agitadas – como na faixa-título, GTFO, The Distance, 8th Grade e One Mo’ Gen. Outro ponto alto do álbum é a ótima A No No, que sampleia Crush on You, de Lil’ Kim.

As baladas estão refinadas, elegantes, a exemplo de With You e Portrait, canção na qual reflete sobre suas inseguranças e aspirações. Giving Me Life é o maior destaque do disco. Produzida por Dev Hynes (Blood Orange), a faixa soa como uma continuação natural de The Roof, uma das melhores canções de Mariah, conduzida por um solo de guitarra, hipnótica.

Fonte: Jornal do Commercio

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