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A Paper Magazine fez um top 20 com os melhores álbuns de 2018 e o recente lançamento de Mariah Carey, Caution, ficou em 1º lugar.

1. Caution, de Mariah Carey

Você sabia que Mariah Carey escreveu e co-produziu, sem dúvida, a maior música de Natal de todos os tempos? A onipresente “All I Want For Christmas Is You” foi de fato arquitetado pela lendária diva, mas é fácil ignorá-la, se tudo o que você focar for as manchetes sobre contratempos no palco ou algumas controvérsias. Nós temos que dar glória à Carey onde certamente é devido, porque ela tem sido a autora de sua própria história por toda a sua carreira, englobando 18 sucessos em primeiro lugar. Caution é seu 15º lançamento em estúdio em uma impressionante carreira que abrange quase três décadas de sucessos co-produzidos e é uma mistura sem esforço do toque pop moderno com o R&B das raízes de Carey, reforçada por colaborações com lendas e artistas contemporâneos também, incluindo Slick Rick, Ty Dolla $ign, Skrillex e Blood Orange. De muitas maneiras, Caution soa como Carey soprando a poeira de seus discos clássicos favoritos para uma nova geração, com o tipo de brio descontraído pelo qual ela é conhecida quando está no seu melhor.

A questão, no entanto, é que Caution é o mais suave esforço musical de Carey em algum tempo, depois de resistir a um intenso exame minucioso após seus últimos álbuns  (Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse) e fraquezas pessoais (àquela performance de Ano Novo) que, por um pouco mais de tempo do que gostaríamos de admitir, distraiu admiradores de seu inigualável talento de classe mundial como vocalista, produtora e compositora – uma arquiteta totalmente no controle que domina magistralmente uma indústria que continua a ser dominada por homens. Estatísticas recentes da indústria da música citam uma lacuna de representação de gênero de 70/30 entre compositores, artistas, produtores e executivos: 70% masculino, 30% feminino.

É por isso que é mais importante do que nunca notar que em Caution, Carey é listada como principal compositora e produtora de cada faixa, seguida pelos homens com quem colabora. (Considere como a mudança de paradigma ver uma música escrita e produzida por Mariah Carey, primeiro, depois Skrillex). E isso provavelmente tem muito a ver com o som geral de Caution: sem pressa, nada exigente e magra – 10 músicas, zero filler. Nesse contexto, faixas como “The Distance” se tornam uma prova épica da longevidade de Carey, apesar de todas as probabilidades; “Giving Me Life” é como Carey alcançando seu pote de ouro melódico de prog-soul e compartilhando sua riqueza com colegas do sexo masculino como Slick Rick, enquanto Dev Hynes (de Blood Orange) ganha um crédito da produção dos sonhos; “GTFO”, como a faixa de abertura do álbum dá um frescor, destrói qualquer suspeita de que Carey já precisou confiar em homens para manter seu lugar no topo: “Who’s the knight in shining armor/ I ain’t the type to play the martyr/ How ‘bout you get the fuck out?”. Em seguida, “Caution”, repleto de batidas tensas e uma deliciosa melodia sedutora, adverte um amante para prestar bem atenção antes de contar uma mentira, colocando suas necessidades e desejos para todo o mundo testemunhar.

Há uma beleza tranquila, mas ainda assim radical, nesse ato: Carey confia implicitamente, através da graciosa dor da experiência vivida, que sua verdade é poderosa o suficiente para ressoar com as mulheres em todos os lugares. Que as mulheres se sintam tranquilizadas com as histórias de paixão e paz de Caution, e que a deusa ajude o homem que perturba essa verdade. Para eles, Caution é um sinal de alerta em neon. Se Carey é vulnerável ou crítica em sua música, não se engane: ela é a única pessoa que pode e deve escrever essas histórias.

Confira a lista completa AQUI

 

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