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Observar Mariah Carey fazer uso de samples com maestria em suas músicas é uma das melhores formas de entender parte de suas obras e desfrutar de seus dons. Aqui falaremos de um dos seus maiores clássicos – e talvez o mais revolucionário.

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À primeira vista, algo pode te chamar atenção no vídeo de “Here We Go Again” (1997) de Aretha Franklin. Seja a presença de uma outra cara familiar, a de Jermaine Dupri (um dos amigos e parceiros musicais mais antigos de MC) ou a batida que te remete a “Fantasy” (1995). Isso é porque para fazer a faixa, Jermaine Dupri usou elementos do remix Bad Boy do clássico. É a Mariah, que assumidamente venera e foi influenciada pela Aretha, influenciando a própria. Mas isso não começou aí.

Em 1981, alguns membros da banda Talking Heads – “Psycho Killer” (1977) – formaram a Tom Tom Club para poderem brincar com um estilo de música bem diferente do da banda. Disso nasceu “Genius Of Love” (1981) que não teve apenas sucesso em realizar o propósito do nascimento da banda como também sucesso comercial (#1 Hot Dance Play, #2 Hot Soul Single, #24 Mainstream Rock Chart, #31 Billboard Hot 100). O impacto cultural da faixa foi tanto que até hoje pedaços dela foram reutilizados por outros artistas (sampling, assim como JD em “Here We Go Again”), oficialmente, mais de 100 vezes. Isso sem contar os covers. E por isso a Mariah, que tinha 11 anos na época, ouviu por muito tempo os sons de “Genius of Love” nas rádios.

Quatorze anos depois – ou mais ou menos sessenta samples, incluindo este – a Mother Lamb conseguiu fazer exatamente a mesma coisa que Tom Tom Club fez, e com exatamente a mesma ferramenta. As batidas e riffs que ouvimos em Fantasy além de parte da letra de “Genius of Love”, foi a base a ser encaixada à letra e melodia já criadas por Mariah. A isso, Dave Hall – “Dreamlover” (1993) – adicionou camadas na percussão e Old Dirty Bastard o rap que levou a Mariah de artista associada exclusivamente ao pop a também ao hip-hop, no remix de Sean “Dirty” Combs (mais conhecido como Puff Daddy).

Mariah Carey pensou em usar “Genius of Love” ao ouvir a música em uma rádio enquanto estava em um parque de diversões. O som a fez lembrar de como era ouvir ao rádio quando era menor e achou que a música seria a base perfeita para “Fantasy”. O clipe, que como já vimos foi filmado também em um parque de diversões, foi mais um passo à frente para a Mariah como artista: insatisfeita com o resultado de seus últimos vídeos, ela tomou as rédeas do projeto para si e estreou como diretora.

“Fantasy” ganhou o remix mencionado como também o usado para abrir os concertos de “The Sweet Sweet Fantasy Tour”, “Def Club Mix” de David Morales. Foi a segunda faixa na história a estrear em #1 no Billboard Hot 100, sendo assim a nona #1 de MC, além de ter sido #1 em Dance Club Songs e Hot R&B/Hip Hop Songs. Com ela, afirmam que Mariah criou um subgênero chamado Thug-Love Duet, onde artistas pop cantam com rappers (algo que cantoras pop de hoje em dia se só podem se considerar tal com ao menos uma faixa dessas), além de ser elemento chave na prática de misturar versos melódicos com rap. Depois de “Fantasy”, nada mais foi o mesmo.

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