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Por Caroline Sullivan – The Guardian

“Best thing to happen to your ass was me,” canta Mariah Carey na faixa Thirsty, que está te convidando para aplaudir a sua autoconfiança heroica.  Esta qualidade está presente em seu 13° disco de estúdio, desde o título sofisticado título até seus convidados especiais como o Nas, Miguel e até Stevie Wonder. Claro, Wonder toca somente uma gaita alegre, que o fez muito bem em Make It Look Good – mas será que ele consegue chegar aos pés da elegância de Carey? O fraco desempenho comercial de seu último álbum, Memoirs of an Imperfect Angel, deixou sua graciosidade escondida.  Como sempre, Mariah Carey é muito exagerada (em particular, em Cry), mas há uma magnitude no jeito que sua voz explode nas canções, e no fim ela acaba retornando para o estilo mais sossegado.  Sinceramente, há uma boa dose de confusão: não somente como as baladas de R&B no estilo dos anos 90 em canções como You’re Mine (Eternal), ou uma versão gospel da canção One More Try de George Michael, e também na participação de seus filhos de três anos de idade. E, como de praxe, o seu estilo romântico e melódico, igualmente acompanhado com canções no estilo da era disco dos anos 70 como Meteorite, fazem deste álbum um bom retorno.

Os rumores aumentam sobre a vinda da Mariah ao Brasil para sua nova turnê em Setembro deste ano. Desta vez um radialista (nome não foi revelado) da Mix FM que também trabalhou na Transamérica anteriormente afirmou que ela realmente virá ao Brasil e que a rádio já planeja toda a divulgação e sorteio de ingressos. Juntas, Rádio Mix e Transamérica serão patrocinadoras.

Até então nós já havíamos publicado a respeito, mas não contávamos com outros rumores:

Uma possível divulgação de uma marca de roupas na qual Mimi é parceira deverá ocorrer em breve e ao som de uma música da Diva chamada “Get Me Baby”. O radialista ainda afirmou que Mariah gravou uma música com o cantor Pharrell Willians que será lançada em Junho deste a
no. Segundo ele, cada país terá uma versão da música que abordará questões políticas, sociais e ambientais como o sucesso “We Are The World”.

E então, preparados? Nós estamos sempre!

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Depois de muito tempo, finalmente a diva voltou em grande estilo, o décimo quarto álbum de Mariah Carey, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, finalmente chegou as lojas, depois de uma série de adiamentos.

Excluindo o seu CD de Natal, de 2010, este é o primeiro álbum Pop a ser lançado por Carey há 4 anos e meio, o maior período de sua carreira sem lançar um novo disco. Neste meio tempo, ela foi mãe de gêmeos, teve o prazer de ser jurada do American Idol, ao lado de sua ‘amiga’, Nicki Minaj. Lançou algumas canções como ‘Triumphant (Get ‘Em)’, ‘You’re Mine (Eternal)’ e ‘The Art of Letting Go’, que não tiveram muito sucesso.

Carey foi inspirada em fazer um álbum que levasse as pessoas ao bom e antigo Hip-Hop e R&B, assim como ela fez em seus dois primeiros discos, Mariah Carey e Emotions. Julgando por estas influências, parece que o álbum tem potencial para ser o seu melhor neste século.

O disco abre com a emocionante balada ‘Cry’. Ela começa com uma introdução quase acústica, sendo simplesmente a voz de Mariah acompanhada por um piano. Quando a música começa a tocar, seu ritmo começa gradualmente subir e construir cada gota de emoção embalada por seus famosos melismas. Soa como uma interpretação moderna de seu single de 1990, I Don’t Wanna Cry, quando Carey canta os versos: “I don’t wanna break down and cry.” A música é seguida pela balada dançante, ‘Faded’, que embora não haja nada de errado com ela, é uma música agradável e gostosa de ouvir, as batidas lentas vão acabando por aqui.

O seu dueto com Nas, na música ‘Dedicated’, é uma faixa de R&B com uma batida charmosa, que dá vontade de cantar junto, sendo uma forte candidata para o clima deste verão. ‘#Beautiful’, o pré-single desta era, foi lançado há um ano, possui vocais discretos, sem excessos, o que sem dúvida alguma, tem apelo para as rádios.

As coisas mudam quando vamos para o Hip-Hop na faixa ‘Thirsty’. Esta canção é uma produção de Hit-Boy, que emprestou o seu estilo usado na faixa ‘Niggas In Paris’ de Jay-Z e Kanye West. Carey canta sobre como o seu namorado está com sede de sua fama e estrelato, e quer usá-la para se tornar uma celebridade, que acaba se afogando em sua própria miséria. Stevie Wonder faz uma aparição não creditada tocando gaita na música ‘Make It Look Good’. A gravação é uma típica música clássica de Carey, com um excelente instrumental harmonizado com seus simpáticos vocais.

‘You’re Mine (Eternal)’ preenche um espaço entre  ‘Make It Look Good’ e a parceria com Wale na faixa ‘You Don’t Know What To Do’, que é uma faixa retrô para era disco, começando com uma introdução quase acapella de Mariah, que é interrompida por uma batida dançante.

‘Supernatural’ tem a participação das risadas dos gêmeos de três anos de Mariah Carey,  Monroe e Moroccan. A música fala sobre como sua vida se tornou melhor depois que os seus filhos nasceram.

‘Meteorite’ é outra música dançante, que usa metáforas do espaço para descrever o que ela realmente sente sobre o seu amado. Produzida por Q-Tip (que trabalhou pela última vez com  Mariah em 1997, na canção ‘Honey’). É uma canção com batidas comuns e vocais simples.  ‘Camouflage’ é uma canção gospel, acompanhada por um piano. ‘I told myself you needed time for your heart, that’s fine/ I camouflaged my tears.”

A faixa interessante batizada de ‘Money ($ * / …)’ é bizarra e cativamente ao mesmo tempo por isto que realmente não faz muito sentido. Ela é precedida do cover que Carey fez da canção do George Michael, ‘One More Try’. Como de costume em suas regravações, Carey tira completamente os aspectos originais da canção e a reinventa, fazendo com que ela pareça ser uma nova canção gravada por ela.

O álbum termina com ‘Heavenly (No Ways Tired/Can’t Give Up Now)’, que é uma balada inspiradora, que te incentiva a não desistir de seus sonhos.

De modo geral,  Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, é o disco mais completo e impressionante de Carey, desde o The Emancipation Of Mimi, de 2005.

Embora, sua voz não seja mais a mesma, ela ainda oferece vocais que ninguém antes ou depois de sua estreia pode se igualar. Ela ainda pode atingir as suas famosas e incríveis oitavas, mas não com a mesma facilidade de 24 anos atrás. Mesmo que sua música não agrade a todos, ninguém pode negar o seu incrível talento vocal. Mas o melhor de tudo, é que ela não ofusca a emoção e o conteúdo lírico do álbum. Ela conseguiu evoluir a sua musicalidade em sentimento e não em uma declaração.

Faz quase cinco anos que Mariah Carey lançou o seu último disco de estúdio, neste meio tempo, ela deu à luz aos gêmeos, participou de uma temporada do “American Idol”, e a reafirmou que possui talento para atuação, fazendo participações em alguns filmes, graças a Deus não tivemos nada que poderia ser chamado de “Glitter II.” Ela também passou muito tempo no estúdio gravando o seu décimo quarto disco, que chega agora no mercado, após três anos de gravações e inúmeros atrasos.  E também teve um o nome bizarro de “The Art of Letting Go”  descartado.

Porque a Mariah Carey sempre pode ter sido chamada de maravilhosamente louca ou apenas ter agido como tal, quando o álbum estava sendo aguardado por meses – e ela divulga um título maluco de um auto-retrato que ela fez aos três anos de idade – que só fez aumentar o burburinho. O que uma mãe de quarenta e poucos anos, mega rica, que aparentemente tem uma vida perfeita, tem a dizer para si mesma?

Como mais ou menos de costume, musicalmente é uma mistura de baladas clássicas do pop e hinos do hip hop para o verão, e Carey não gosta de ir a um novo território, porque ela sabe que a maioria das pessoas sabe onde ela estará.

Leia abaixo a nossa opinião sobre todas as faixas deste retorno de uma das músicas mais talentosos e excêntricos da história da música:

“Cry”:  Facilitando o seu grande retorno, Mariah abre o disco com uma grande balada tocada no piano. Ela quer segurar o seu namorado até que ambos comecem a chorar, este é o tipo sentimento que todos querem no começo de um álbum – particularmente é aquele tipo de música que ouvimos na época que estamos descanso na praia – provavelmente é a música mais pesada do álbum.

Faded: Ouça com atenção, há muito de Mariah nesta faixa.  Dá para ouvir as grandes habilidades vocais que a fizeram famosa no mundo desde o seu primeiro single. Alguma destas habilidades pode resolver o dilema romântico na letra da música? Provavelmente não, mas pelo menos, Mike Will Made fez um bom trabalho na batida do refrão da canção.

Dedicated: É um convite para a nostalgia – Mariah convidou Nas para fazer a introdução e cantar no meio da música, fazendo referencia ao Heavy D. Slick Rick, Wu-Tang Clan, e Run-D.M.C, a cantora deu olhada nas antigas gravações deles e nos romances que passaram pela sua vida. Apesar de boa parte do mundo ainda estar preso nos anos 90, ela e o Nas estão congelados em 88.

#Beautiful: Mariah sempre teve uma quedinha por bad boys, e aqui está o Miguel, como um motociclista que quer levá-la em sua garupa. Ambos dizem um a outro como é bonito a sua paixão, ajudados por uma batida de soul retro futurística, que tem um toque sexy. Podemos dizer que á uma versão moderna de “Stand by Me,”, porém com estes dois aí, não podemos ficar parados.

Thirsty: Ajudada com uma fórmula bastante usada de hip-hop do Hit-Boy, Mariah se veste como celebridade fácil que só quer pegar carona no sucesso do produtor. Depois de quatro músicas sobre amor, desgostos e nostalgia, é bom vermos a nossa garotinha ficar um pouco mal-humorada.

“Make It Look Good”: Às vezes você se sente deixado de lado então você decide agir. É isto que Mimi faz aqui, ela se solta em uma música que soa como uma gravação de Stevie Wonder dos anos 80. Ela está claramente disposta dar um fora no “Romeu” da canção. Sua risada no fim da música mostra o quão tolo isto tudo significa.

“Your Mine (Eternal)”: Com a instrumental grudenta do piano, uma letra saudosa e uma pequena batida, o terceiro single do disco volta ao básico no estilo de We Belong Together. Mais uma vez, Mariah mostrar que é impotente diante ao amor. Há um pouco de suas notas mega-estridentes no fim da canção, porém desta vez funciona devido ao ganho sentimental. Não exercícios vocais necessárias.

“You Don’t Know What to Do”: a primeira verdadeira grande música dance do disco que fazer Carey e Wale irem à era disco, é como se estivéssemos em 1977. As notas musicais estão no mesmo estilo de Good Times de Chic, a única coisa que faltou foi uma participação de Nile Rodgers. (Sim, ele anda muito ocupado ultimamente, porém ele teve três anos para gravar uma participação aí).

“Supernatural”: Aqui começa a carreira musical dos DemBabies, os amados gêmeos de Mariah e seu marido, Nick Cannon, Monroe e Moroccan.  “Got me lost in the clouds,” ela canta. “Slowly, keep me here always / You’re the only thing that’s true.” As crianças trazem umas risadinhas no estilo dos joguinhos do A-1, fazendo com que o refrão desta gravação seja muito bonitinha.

“Meteorite”: Depois de ter mostrado o amor aos gêmeos, Carey contrata uma babá e volta para o clube. Desta vez, com ajuda do Q-Tip, proporcionando uma batida disco, onde ela faz referência alguns comentários sobre a cultura pop, se fazendo referencias a uma celebridade feminina, que talvez seja ela mesma – Ela está falando em queimar e quebrar tudo, fazendo com que esta música soe bastante atrativa.

“Camouflage”: Com todas as suas habilidades vocais, Mariah não consegue fazer com que esta canção soe verdadeira no piano, o que é um grande erro. As letras e a melodia da canção não ornam, tornando-se algo muito confuso.

“Money”: Todo disco de R&B precisa de uma canção falando que o dinheiro não significa nada, e aqui Mariah e Fabolous estão aqui em uma gravação não materialista produzida por Hit-Boy. E quão forte é este amor que Mariah e Fab cantam sobre? É evidente que algo que ultrapasse de um simples feriado.  Eles também falam que ‘a receitas de ovos benedict são maravilhosos’.

“One More Try”: No álbum anterior, Mariah regravou Foreigner.  Aqui ela mostra que os anos 80 são muito melhores com esta releitura do clássico de George Michael, One More Try.  A produção da música beira o sentimentalismo, pelo menos a menina de Long Island não fez no estilo do The Jorney ou pior ainda, não regravou uma canção romântica melosa do Bon Jovi.

“Heavenly (No Ways Tired / Can’t Give Up Now)”: Acompanhada por um grande coral ao fundo, ela guia um coral gospel em direção à salvação. É mais sentimental que a gravação de George Michael, é como se fosse uma canção que um coral de escola deveria cantar em um baile de formatura. Então, esta música serve para algum proposito.

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