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MNow

Depois de duas longas semanas, o MariahNow.com.br está de volta e com força total!

Tivemos um contratempo em nosso servidor que, por conta de falhas técnicas, tirou o site do ar, mas já estamos de volta e em grande estilo!

Aproveitando essa pausa inesperada, o site foi totalmente repaginado. Está com novo layout e muito mais dinâmico. Aliás, não poderíamos escolher melhor data para o retorno: Mariah divulgou hoje, 01 de Maio, o nome do tão aguardado novo álbum, além das faixas e capas das diferentes versões. Não é o máximo?!

Site novo, CD novo e muito, muito trabalho pela frente! Gostaríamos de agradecer a paciência e apoio de todos vocês, LAMBS devotados, que fazem com que esse trabalho seja tão prazeroso. O site é feito pra vocês, esperamos que tenham gostado das mudanças e já avisamos: ainda vem muita coisa nova (e boa!) por aí!

Continuem de olho no Mariah Now para mais novidades!

Um grande abraço,

Mariah Now Team.

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O nome do álbum, as faixas e as capas das versões Deluxe e Standard foram divulgadas de uma só vez! 

Mariah lançou à meia-noite de hoje, 1º de Maio de 2014, através de seu Facebook, a pré-venda no iTunes do tão aguardado novo álbum, “Me. I Am Mariah – The Elusive Chanteuse”, o 1º de inéditas desde “Memoirs Of An Imperfect Angel”, de 2009.

MiMi disponibilizou um vídeo explicando a contracapa e o nome do álbum, que foi desenhada por ela, quando tinha apenas 3 anos e meio de idade, como uma espécie de auto-retrato.

“Na contracapa desse álbum, existe um tesouro pessoal. Meu primeiro e único auto-retrato, que desenhei quando tinha três anos e meio e entitulei de ‘Eu. Eu sou Mariah. Por favor, não me julguem pela simplicidade do título, eu tinha apenas três anos e meio. Foi uma forma criativa de como eu me via com a pureza de um coração de criança, antes de ser quebrado.

Mantive essa história em particular por tanto tempo, mas como esse álbum é um reflexo de valores que me fizeram ser quem sou hoje, decidi dividir com vocês, que são quem realmente importam, e sempre estiveram ao meu lado para o que der e vier, e passaram por muita coisa, mas eu sempre soube quem eu era: eu sou Mariah. 

Durante minha vida tive alguns apelidos e incorporei alguns personagens, mas ultimamente, eles têm me chamado de ‘A Cantora Indescritível'”.

O álbum possui 18 faixas, sendo 13 delas inéditas, além das já conhecidas “#Beautiful” – com Miguel, “The Art Of Letting Go” e “You’re Mine (Eternal)”. Duas canções originais do álbum “Memoirs Of An Imperfect Angel”, de 2009, que seriam utilizadas na versão remix, “Angels Advocate”, que não chegou a ser lançada, também foram incluídas na seleção final das faixas. São elas “It’s a Wrap”, com a participação de Mary J. Blige e “Betcha Gon’ Know”, gravada com R. Kelly.

Confira abaixo a tracklist:

  1. Cry.
  2. Faded
  3. Dedicated [Feat. Nas]
  4. #Beautiful [Feat. Miguel]
  5. Thirsty
  6. Make It Look Good
  7. You’re Mine (Eternal)
  8. You Don’t Know What To Do [Feat. Wale]
  9. Supernatural [Com Monroe e Moroccan]
  10. Meteorite
  11. Camouflage
  12. Money ($*/…) [Feat. Fabolous]
  13. One More Try
  14. Heavenly (No Ways Tired/Can’t Give Up Now)
  15. It’s a Wrap [Feat. Mary J. Blige]
  16. Betcha Gon’ Know [Feat. R. Kelly]
  17. The Art Of Lettig Go
  18. Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse

O álbum será lançado nas lojas no dia 27 de Maio, mas já está disponível a pré-compra no iTunes em duas versões, Deluxe e Standard.

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  • Entrevista completa para a The Observer Magazine:

Apesar de a rotularem como uma diva com ares de loira burra, Mariah Carey é uma das cantoras Pop de maior sucesso da história. Aaron Hicklin descobre que a estrela possui uma incrível habilidade de autoconhecimento e um humor ágil.

Eu gostaria de dizer algo a favor de Mariah: ela me faz rir. Ela ri de si própria – riu durante toda a nossa conversa, como se estivesse fazendo o possível para evitar se levar muito a sério. Ela disse que vai acordar desse jeito no meio da noite – rindo. Claro que isso faz parte da imagem que Mariah cultiva. É parte de sua magia, também. “Querido, eu terei sempre 12 anos de idade”, ela não gosta muito quando o assunto é sua idade. “Eu vou dar ela a você”, apontando e estalando os dedos para um vaso de flores. “Preparado?” E ela faz uma voz de uma garota de 12 anos de idade – “Oi” – piscando os olhos com uma timidez adolescente.

Mariah adora esse estilo. Sua primeira e mais forte influência foi Marilyn Monroe, e você não precisa passar muito tempo com ela para perceber como a semelhança é grande. Quando eu noto o anel de brilhantes em formato de borboleta em seu dedo, ela estende a mão teatralmente, como se fosse uma caricatura da personagem Lorelei Lee, interpretada por Marilyn Monroe em “Os Homens Preferem As Loiras”. “Este é um Van Cleef e está faltando um diamante, e isso me deixa chocada”, ela disse dramaticamente, antes de soltar: “Chocada e espantada – estou muito triste agora, Aaron, eu preciso te contar”. Ela finge atirar o anel no outro extremo da sala, antes de advertir como isso deve sair na revista: “Está faltando um diamante”. Ela o atira em um sofá. “Ali, eu fiz isso, então agora você pode dizer que eu o fiz”.

Mariah associa sua obsessão por Marilyn à sua infância, quando ela recebeu uma cópia da biografia da atriz de presente de Natal. “Eu não tinha mais do que 10 anos”, ela disse. “Eu era uma criança leitora, acredite você ou não”.

– Por que eu deveria duvidar disso?

“Isso não tem muito a ver com uma imagem de loira burra, eu acho. Eu tenho tantas virtudes!” Ela cai no riso, e eu pergunto se esta imagem – de não ser muito inteligente – a deixa frustrada. “Não. Eu flerto e brinco com isso. Se isso irrita alguém, não tem importancia”.

– Marilyn Monroe foi super inteligente, eu aposto.

“Marilyn estava lendo Nietzsche enquanto gravava Something’s Got To Give”, Mariah responde. “A Marilyn Monroe Productions foi a primeira companhia de produção de uma mulher em Hollywood. Ela foi pioneira e abriu o caminho para as mulheres em Hollywood, e toda mulher do mundo deve algo a ela por isso, quer ela concorde e goste de sua imagem ou não”.

É tentador associar algumas das batalhas de Mariah Carey, em sua vida pessoal e dentro da indústria do entretenimento, com as de seu ídolo. No caso das duas, sua pessoa pública serviu como disfarce para uma compreensão que vai muito mais além de suas circunstâncias do que é dado crédito de fato. Assim como Marilyn, Mariah sofreu com as formas que a indústria do entretenimento tenta controlar todas as mulheres. Em 2005 ela disse à revista Allure que durante seu casamento de cinco anos com o empresário e executivo da Sony Music, Tommy Mottola, que ela “queria que alguém viesse e me sequestrasse naquela época. Eu costumava fantasiar sobre isso. Eu levava meu caderno de anotações junto comigo o tempo todo no caso de precisar fugir”. Foi Mottola também quem causou as músicas mais sentimentais e melosas de Mariah, com álbuns como Music Box (de 1993) e Daydream (de 1995), resistindo às suas ofertas de explorar outros ares no Hip Hop e no R&B. Ela foi a artista que mais vendeu nos anos 90, mas raramente do jeito que ela gostaria. Quando conseguiu fazer as coisas do seu jeito – como quando convidou Ol’ Dirty Bastard, do Wu-Tang Clan, para fazer o rap no seu hit “Fantasy”, de 1995 – os resultados foram inspiradores, mas foi somente no álbum Butterfly, após o divórcio em 1997, que Mariah pode ser ouvida como gostaria.

O sacrifício de todos esses anos deve ter sido imenso. O primeiro álbum, Mariah Carey, foi lançado em 1990, gerando quatro singles número um nos EUA. Ela passou a ser uma máquina de fabricar hits desde então, lançando álbuns a aproximadamente cada 1 ano e meio e, geralmente, polindo sua reputação de mulher de maior sucesso no pop em todos os tempos. Esta frase bastante usada sobre ter eternamente 12 anos de idade não é apenas vaidade. É sua válvula de escape. “Quando criança, eu fiz este pacto”, ela disse, relembrando um incidente da sua complicada infância em Long Island. “Houve um tipo de discussão entre a minha mãe e um cara que ela estava namorando, e de alguma forma eu acabei me metendo nisso – Eu tinha uns oito ou nove anos, e disse: ‘Eu nunca vou esquecer de como é ser criança, como se eu não pudesse ser vista ou ouvida’. É tão difícil quando a sua opinião parece não ter importância, como se seus sentimentos não fossem reais”.

Também foi durante a infância que Mariah descobriu sua voz. “Eu comecei a cantar assim que aprendi a falar”, ela disse. “Minha mãe estava fazendo Rigoletto – ela é do centro-oeste, mas ganhou uma bolsa de estudos em Julliard e veio para Nova York – Esta jovem menina que usava shorts lá em cima conheceu meu pai, que ela pensou que era Yul Brynner, dirigindo um Porsche – Não havia muitos homens negros e carecas dirigindo Porsches, e ele era legal.” O casamento durou três anos, e Mariah passou a infância lidando com as questões raciais, nem branca o suficiente, nem negra o bastante, para pertencer completamente a qualquer lugar. “Pertencer a duas raças é tanto parte de quem eu sou que é quase um: ‘Aquela fase já passou’”, ela disse. “Já está enraizado em mim. Eu acho que vários dos meus fãs se identificam comigo porque se sentem diferentes”.

Ela tem sua própria família agora. Mariah é mãe dos gêmeos Moroccan e Monroe (do seu segundo casamento, em 2008, com Nick Cannon, cuja página do Wikipedia classifica como ator, comediante, rapper, empresário, produtor musical e personalidade do rádio e da TV). “Tirá-los de perto de mim é tão difícil”, Mariah disse. “É um amor incondicional, e eu nunca pensei em mim como mãe – nunca”. Por que não? “Eu me lembro, quando criança, de falar: Eu nunca vou me casar. Eu nunca serei mãe’. O problema é o seguinte: Eu seria uma pessoa melhor se os meus pais tivessem continuado casados? De jeito nenhum. Eles eram péssimos juntos, mas sempre tem o lado bom. Eu tive uma ótima infância em alguns aspectos – e isso é uma coisa maravilhosa para se dizer – mas eu também passei por maus bocados, porque eu era a zeladora da família, e ainda sou, como se isso tivesse começado muito antes de eu ter qualquer dinheiro”.

A explicação que Mariah da para querer comprar o piano de cauda que foi de Marilyn Monroe, em um leilão em 1999, é convincente. “Este foi o único pedaço de infância que ela nunca teve”, ela disse. “Foi muito importante para ela encontrar algo para se agarrar”.

O motivo pela qual Mariah construiu uma grande e recompensadora amizade com o diretor Lee Daniels, que a colocou no filme “Precious”, de 2009, é que ambos podem se conectar através de suas complicadas infâncias; ambos cresceram como estranhos no ninho. “Ele traz à tona essa colegial que existe em mim”, ela ri. “As pessoas não deveriam perder a sua criança interior, mas todo mundo perde”.

A criança interior de Mariah brinca melhor com a plateia do que as outras. No OUT 100 Awards, que rolou em Nova York, em Novembro do ano passado, ela ganhou aplausos e gritos de milhares de homens gays reunidos para apreciá-la dar um prêmio a Lee Daniels.

“Eu sou uma garota heterossexual – eu realmente não sei por que eles me pediram para vir aqui – mas os meus seios já sairam do armário há anos”, ela brincou, imitando uma drag queen enquanto balançava um leque preto. Por outro lado, ela estremece lembrando de uma aparição com Daniels no Palm Springs Internacional Film Festival, em 2010. “Nós não sabíamos para onde estávamos indo, mas a platéia era bastante conservadora”, ela lembra, citando Sean Penn, Sidney Poitier e Clint Eastwood entre os participantes. “Lee me chama de gata, e eu o chamo de algodão: isso é só uma brincadeira privada, mas que no palco, com champagne, o mundo todo ficou: Que merda é essa? nós não entendemos a piada”. Esta aparição foi uma das várias que rotineiramente são usadas para questionar a sanidade de Mariah.

A mais notória delas foi uma aparição não planejada no programa TRL (Total Request Live), MTV, em Julho de 2001, quando Mariah surpreendeu o VJ Carson Daly ao empurrar um carrinho de sorvete e tirar sua camiseta para dar de presente à ele e se insinuando. Este incidente, no qual ela disse à plateia: “Eu só queria um dia livre em que eu pudesse nadar, chupar um picolé e admirar arco-íris” foi amplamente visto como único na carreira de Mariah. Ela foi hospitalizada por exaustão uma semana depois. Isso foi pouco antes do lançamento de álbum “Glitter”, no dia 11 de Setembro – A trilha sonora do seu filme semi-biográfico. As severas críticas que o filme e a trilha sonora receberam balançaram sua carreira e causaram a anulação do seu contrato de 100 milhões de Dólares, para 5 álbuns, com a Virgin Records.

Mesmo agora, com a carreira de Mariah voltando aos trilhos – seu álbum de 2005, “The Emancipation Of MiMi”, apagou com facilidade o fantasma de “Glitter” – a internet é um ninho de cobras quando o assunto é ‘os momentos mais insanos de Mariah’. Em 2008, o site de relacionamentos feminino Jezebel – normalmente uma comunidade de indignação por atos de humilhação que as mulheres se submetem – ressuscitou o vídeo do TRL com o título de “Lembra quando Mariah Carey ficou louca?” Mas para toda essa coisa de tentar acabar com a imagem de boazinha, a aparição fez Mariah mais agradável e verdadeira. Quem nunca sentiu que tudo está passando dos limites? Quem nunca, no fundo dos seus corações, não daria tudo pra passar um dia nadando e chupando picolé?

Na suíte do hotel onde eu conheci Mariah, com um arranjo de rosas brancas de ótimo gosto, uma vela estilosa e as garrafas de prosecco, é difícil dizer se ela está ou não sendo formal nesta noite. Ela fala de uma só vez, mudando de assunto no meio das frases, me forçando a manter o ritmo de sua conversa. Em um momento ela fala sobre sua modulação vocal (“É assim que eu alcanço aquelas notas, porque eu aprendi a manipulá-las de alguma forma”), e no outro ela está ajeitando a parte de trás do seu vestido.

“Os zíperes nestes vestidos”, ela diz, cheia de trejeitos e sorridente. “Eles os fazem e então eles quebram; e não faz diferença o quanto você paga por eles, eles sempre quebram. Tinha uma costureira lá, mas ela já havia ido embora; Eles tiveram de chama-la de volta – Natalia, lá da Itália. Então demorou um minuto para que a gente resolvesse isso e todo mundo voltasse ao trabalho, e aqui estamos nós, Aaron – eu sinto muito, de verdade”.

Eu demorei um pouco para entender que toda essa explicação a respeito do problema com a roupa foi a justificativa dela para o seu atraso de três horas, uma desculpa familiar para quem já a entrevistou antes.

Outros treze jornalistas foram alinhados atrás de mim para conversar com ela naquela noite, uma verdadeira correria de chavões e frases de efeito, que girava a respeito do lançamento do seu 14º álbum, formalmente conhecido como “The Art Of Letting Go” e ainda sem título. Tinha-nos sido prometida uma reprodução exclusiva dele antes de encontrarmos com ela, mas os longos atrasos e os falsos vazamentos nos fizeram acreditar que não havia álbum para tocar. Em vez disso, nós ouvimos três músicas, todas já lançadas: “#Beautiful‬, um dueto com Miguel, “The Art Of Letting Go” e “You’re Mine (Eternal)”, lançada no dia dos namorados. Nenhuma dessas canções foi capaz de traçar um caminho de forma correta, e os problemas de lançamento do álbum deram vazão a rumores de questões adjacentes muito mais profundas.

A carreira pós-Mottola de Mariah é distinguida por grandes hits e outros nem tanto, mas atualmente está na coluna de hits modestos de curta duração. O último álbum de Mariah, “Memoirs Of An Imperfect Angel”, vendeu somente 2 milhões de cópias no mundo inteiro, comparado aos 12 milhões de “The Emancipation Of Mimi”, que recebeu oito indicações ao Grammy (e ganhou três delas).

Mariah insiste que agora só quer saber de fazer a coisa certa. “Eu quero que o álbum seja ouvido e sentido como um todo”, ela disse. “Eu não quero me acomodar tipo: ‘Olha, aqui está outro lançamento no iTunes’ e tudo mais. No passado, eu deixei as pessoas – como é que posso dizer? – ditar o que eu podia ou não fazer, ou seja, e se eu não gostar de alguma coisa? elas não se importavam. Eu ouvia as pessoas – Eu ficava tipo: Legal, beleza, faça o que quiser.’ Então agora eu só estou sendo inflexível”.

Mas será que Mariah se sente realmente ansiosa, agora que, aos 44, ela pode a qualquer momento ter que lidar com o desafio que é a fixação da cultura pop com a juventude, completamente mais cruel com mulheres do que com os homens? Quando eu digo que ela foi uma Pop Star por 25 anos (seu primeiro single número um nos EUA foi “Vision Of Love”, de 1990) Mariah entra em modo Eartha Kitt (atriz e cantora que sofreu de crise de identidade até sua morte). “Primeiro de tudo, não arredonde para cima”, ela adverte. “Se você arredondar, que seja pra baixo!” Lá está aquela risadinha novamente. Ela continua: “Eu não conto os anos, mas eu definitivamente os censuro – Eu faço aniversário, não anos de esperiência, porque eu celebro a vida, querido”.

Meio que percebendo que isso é um pouco demais para uma caricatura de diva, ela complementa: “Por favor, coloque um “LOL” perto disso, porque as pessoas vão ficar tipo: Que merda é essa?”

É claro que não há uma regra estabelecida de que um artista deve encontrar um jeito de vender milhões de álbuns. A heroína musical de Mariah, Aretha Franklin, não teve um grande álbum até “Who’s Zoomin’ Who?”, lançado em 1985, quando Aretha tinha 43 anos, e o seu último single significativo comercialmente foi o dueto com George Miguel, “I Knew You Were Waiting”, de 1987.

Mariah descreve o seu primeiro encontro com Aretha como “conhecer a rainha”. Ela disse que já tinha recebido o elogio real no último Natal, quando ela cantou com Aretha na cerimônia do acendimento da árvore de Natal na Casa Branca. “É claro que eu – como uma idiota – fui lá e cantei, sem guarda-chuva, na chuva – meu cabelo ficou horrível, e eu ainda tive problemas com o meu camarim cantando [o grande hit de Mariah] ‘All I Want For Christmas Is You’”. Mariah canta a letra em sua famosa voz, com todas as suas técnicas vocais, até que começa a rir. Ela continua rindo quando um agente me tira da sala para dar vez ao próximo jornalista. É uma risada genuína, e mesmo depois de sair do hotel eu ainda posso ouvi-la, ecoando nos meus ouvidos.

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Para o seu primeiro álbum de inéditas em cinco anos, Mariah Carey fará como Beyoncé – O pacote completo sairá apenas no final do mês de Maio, sem prévias, singles ou (dedos cruzados) vazamentos, e a cantora explica finalmente o motivo de ter demorado tanto.

No dia após a páscoa, Mariah está cuidando de um machucado em seu rosto causado por um pontapé do seu filho de quase 3 anos, Moroccan, após um longo dia de caça aos ovos. “Nós estávamos meio que encerrando o dia, tirando seus sapatos, ele estava naquela situação de não querer que a noite acabe e acabou me machucando no nariz, ainda com os sapatos”, disse Mariah, ao telefone, diretamente de seu apartamento em Nova York. Embora o nariz tenha uma pequena escoriação, que Mariah está tratando com gelo, o incidente aparentemente inchou um pouco o seu rosto, o que foi suficiente para obrigá-la a cancelar um ensaio fotográfico planejado e uma entrevista pessoalmente para a Billboard. “Eu acho que está tudo bem. Está realmente vermelho. Eu poderia esconder isso e tentar parecer uma pessoa decente, mas a minha capa da Billboard não pode ser um pouco menos sobre tudo isso e um mais sobre a música?” (A foto da capa da nova edição da Billboard é um outtake do ensaio fotográfico do seu novo álbum). Se você acompanhou as manchetes ao redor do mundo de Mariah Carey, desde seu último álbum, “Memoirs Of An Imperfect Angel”, de 2009, deve saber que elas não foram sempre sobre música. Desde o nascimento dos gêmeos, Moroccan e Monroe, em Abril de 2011, ela resistiu à dura tarefa de ser jurada do programa American Idol em 2013, pela qual foi muito bem paga, no valor de 18 milhões de dólares, de acordo com a People, tal como um acidente nas gravações do vídeo da versão remix de#Beautiful, com participação de Miguel, onde causou um deslocamento em seu ombro e uma fratura em algumas costelas. O acidente causou uma série de adiamentos do seu tão planejado 14º álbum de estúdio, que a certo ponto chegou a ser desmarcado do início do ano passado. Embora seu dueto com Miguel em “#Beautiful” tenha sido um hit consideravelmente grande no último verão, alcançando a 15ª posição na Billboard Hot 100, com vendas de 1,2 milhão (de acordo com a Nielsen Soundscan), outros singles falharam na divulgação, perdendo força, sendo que o mais recente, “You’re Mine (Eternal)”, de Fevereiro, passou uma semana em 88 no Hot 100 da Billboard e vendeu somente 56 mil cópias. Mas no final de Maio, MiMi espera conseguir calar seus opositores e satisfazer seus pacientes fãs ao revelar o título do seu novo álbum, sua tracklist, fotos e músicas tudo de uma só vez, através de vendas digitais (um lançamento físico no mercado é esperado para a semana seguinte ao lançamento digital). Esta será uma chance de distribuir um álbum à moda antiga, quando você tinha de ir às lojas para ver os nomes das músicas e sua capa. “Eu tenho que ser a pessoa que irá anunciar isso, especialmente o título do álbum”, disse Mariah, deixano claro que o nome do álbum vem de uma “possessão pessoal minha que é parte de algo que tive durante toda a minha vida”. Embora Mariah não mencione outros artistas ao descrever sua estratégia, é óbvio que ela está bebendo da fonte do mais recente lançamento de “Beyoncé”. Isso é um paralelo particularmente direto se você considerar que a própria Beyoncé vinha de um álbum cuja performance foi desastrosa (“4″, de 2011) antes de optar pelo lançamento surpresa – da mesma forma que o último álbum de Mariah, “Memoirs Of An Imperfect Angel”, de 2009, só produziu um hit no top 10 (“Obsessed”) e vendeu desapontadoras 549 mil cópias, que foi baixo o bastante para cancelar o álbum de remixes que havia sido planejado. Entretanto, o dueto com Miguel, “#Beautiful”, foi um hit genuíno do último verão, alcançando a 15ª posição no Hot 100 da Billboard e vendendo 1,2 milhões de downloads. Um série de outros singles (“Triumphant”, “Almost Home”, “You’re Mine (Eternal)”) falhou durante seus lançamentos. Ela tem consciência dos singles fracassados. Mariah não irá incluir alguns dos seus não-tão-bem-sucedidos-singles, pausando para esclarecer que a faixa “Almost Home”, produzida por Stargate em 2013, e que foi feita para a trilha sonora do filme “Oz: Mágico e Poderoso”. “Vocês devem achar que eu estou muito preocupada com a situação desses singles, e estou de certa forma, mas eu quero que os fãs ouçam este álbum como um todo, um trabalho completo”, disse ela. “Essa é minha vida desde a última vez que lancei algo. Pense em reticências, e então este será o álbum”. “Isso acontece na vida, e isso acrescentou muito no processo criativo do álbum”, o compositor e produtor Bryan-Michael Cox disse à Billboard em Fevereiro. “Durante os dois últimos anos nós adicionamos músicas, e fomos cozinhando lentamente estas faixas como se fossem um pernil marinado no mel. E quando você morder um pedaço deste pernil – as pessoas ficarão extremamente surpresas de uma forma bem agradável”. A gravadora de Mariah, Island Def Jam, seria provavelmente melhor descrita como cautelosamente otimista a respeito do novo álbum. O CEO da Def Jam Recordings, Steve Bartels, forneceu uma declaração a respeito dese assunto para esta edição, na qual disse, “Enquanto Mariah continua liderando através do topo dos charts e elogios, sua nova obra prima só irá acrescentar ao seu duradouro e icônico legado”. Falando de fãs, a ansiedade por um novo álbum de Mariah Carey nunca foi tão grande desde a sua volta, em meados dos anos 2000, que viu o clássico álbum “The Emancipation Of MiMi”, de 2005, ganhar o certificado de platina quádruplo e tornou “We Belong Together” o segundo maior hit das rádios de sua carreira (perdendo pra ela mesma com “One Sweet Day”), passando 14 semanas no top do Hot 100 e se tornando a música da década de 2000 de acordo com a Billboard. Mas além de se reunir com Jermaine Dupri (produtor de “We Belong Together”, “Always Be My Baby”) em duas faixas do novo álbum, ela também montou um time de colaboradores que mostra que ela prestou atenção aos charts de Hip Hop e R&B nos últimos anos. Há faixas de produtores do momento como Hit-Boy (“N***as In Paris”, de Kanye West e Jay-Z) e Mike Will Made It (“Pour It Up”, da Rihanna), participações especiais de Wale, Nas e Trey Songz, e ainda contribuições do arranjador veterano Larry Gold e da Love Unlimited Orchestra “e a participação especial de uma estrela que eu não posso revelar ainda”. Converse com Mariah sobre o álbum, e você irá se sentir entediado com as explicações enigmaticamente construídas sobre o material, fazendo uso liberal de suas palavras favoritas, como “jornada” (“Se eu usar esta palavra mais uma vez, terei de começar uma banda de Rock dos anos 80”), “festivo” (seu tempo no American Idol, ela diz, “não foi festivo”) e “momento” (“Eu só preciso de um momento para finalizar esta tracklist”). Ela te chamaria de “dahhhling”, com uma afetação de Zsa Zsa Gabor (atriz), e torraria você no seu status de “lambily” (É como Mariah chama seus fãs mais fervorosos, ou apenas “lambs”). “Eu não seria capaz de reviver o esplendor de certos momentos de maneira alguma – name that tune, lambily!” ela diz em certo momento, perguntando se você captou sua referência à letra da canção “The Roof”, do álbum “Butterfly”, lançado em 1997. Como MiMi começou a trabalhar a sério no novo projeto em 2012, um amigo compilou uma exaustivamente longa playlist com 1000 faixas do catálogo de Carey e seus remixes, nomeado “The Ultimate MC Audio Collection”. Enquanto revisitava sua carreira de 24 anos, Mariah relembrou remixes esquecidos dos anos 90 com produtores como o falecido David Cole e suas primeiras experimentações com fusão de gêneros musicais. “Eu irei sempre me inclinar para o R&B em geral, mas acho que misturar Hip Hop e R&B foi uma das melhores coisas que aconteceram em minha vida como uma fã de música. Há toda essa coisa de Pop e Hip Hop se misturando agora – antes de mais nada, isso não é novo, e em segundo lugar, porque nós agimos como se fosse?” O álbum irá também mostrar o lado introspectivo e melancólico de Mariah, que os lambs certamente apreciaram durante os anos como “Looking In” (de “Daydream”, 1995), “Close My Eyes” (de “Butterfly”, 1997) e “Petals” (de Rainbow, 1999) – músicas que oferecem todo um vislumbre da pessoa por trás do comportamento de diva. “É tão bom ouvir pessoas dizendo que cresceram comigo como trilha sonora de suas vidas, sendo que eu também estava fazendo isso, então esta era a trilha sonora da minha vida também”, ela disse. Foi a reconexão de Mariah com “Looking In” que deu forma à última fase do atual álbum. Ela apresentou a música pela primeira vez com a New York Philharmonic, no Central Park, no último mês de Julho, somente uma semana após o acidente que sofreu, usando uma tipoia que combinava com o seu vestido de baile branco. A letra da música foi inspirada pelo seu casamento infeliz com Tommy Mottola, que durou de 1993 a 1998, e mostra ela cantando em terceira pessoa sobre uma garota que “sonha sobre tudo/ Que ela nunca poderá ser / Ela vagueia em insegurança, sim / E ela se esconde dentro de mim.” Mariah foi às lágrimas durante uma parte da música, advertindo a plateia anteriormente de que “isso requer um pouco mais de estabilidade emocional do que eu tenho agora. Eu meio que tive problemas por escrever esta canção, então eu vou tentar”. Depois do show, Mariah revisitou as músicas que ela já tinha escolhido para o álbum repleto de baladas, ela decidiu que precisava mudar o quadro. Foi aí que duas, das três faixas produzidas por Hit-Boy entraram no álbum, tal como uma colaboração fresquinha com Jermaine Dupri, que se tornou seu novo empresário, no final das contas (o agenciamento de Mariah passou por diversas mudanças em 2012 e 2013, incluindo participações do seu parceiro do American Idol, Randy Jackson, depois de anos juntos e uma breve participação de Coran Capshaw, da Red Light). “Houve alguns processos do álbum em que precisei ser reanimada. Eu precisei de algo animador”. Que Mariah está tomando uma abordagem mais “mão da massa” sobre a sua música nos dias atuais não é surpresa alguma, vindo de uma mulher que co-escreveu todos os seus singles #1, e ainda assumiu mais aspectos da sua carreira nas suas próprias mãos entre suas várias mudanças de agenciamento e outros empreendimentos. Depois de ser ‘desenganada’ com a experiência no American Idol quando a gravação da sua briga com a rapper Nicki Minaj vazou, por exemplo, Mariah diz que gostaria de produzir executivamente sua próxima aventura em programas de TV. “Eu tenho um outro projeto e eu estou muito animada, porque parece que ele vai sair do papel. Eu gostaria de fazer algo que fosse autêntico. E eu senti que existiam alguns cantores realmente talentosos lá este ano, no ano passado, não importa quando. Isso é uma confusão, isso tudo foi uma confusão, tudo isso, dahhhling.” Mas ela também está em uma classe de superestrelas em sua terceira década de fama que podem ainda competir nas paradas. Madonna, Cher e Céline Dion continuam a se classificar entre as que mais ganham na Billboard, mas por causa de suas exaustivas turnês, não porque estão recebendo um apoio massivo das rádios ou porque as vendas dos seus álbuns são como as dos tempos áureos. Mariah, no entanto, nunca foi muito da estrada (ela nunca tinha saído em turnê até 1993, quando tocou em 10 teatros para promover seu terceiro álbum, “Music Box”) e ainda se considera mais como uma “rata de estúdio” de coração. “Eu amo estar no estúdio, fazendo melismas e inventando coisas. Isso é quando eu estou mais em casa, e agora eu estou mais com os gêmeos. Eu amo estar no palco e me conectar com os lambs acima de tudo, mas é que isso agora não é mais só uma experiência com os fãs e somente os fãs. Vai pro Youtube imediatamente, não tem aquela coisa de ‘Meu Deus, este foi um momento adorável que eu vivi’”. Então, enquanto ela estiver disposta a fazer uma turnê mundial de arenas ou uma residência em Las Vegas, MiMi precisará continuar produzindo hits para manter seu legado vivo. Jermaine Dupri parece farto das expectativas que vêm com os singles oficiais, é por isso que uma das suas primeiras ações como agente de Mariah foi lançar a balada “The Art Of Letting Go”, como um teaser na página dela no Facebook para definir o tom do álbum, em vez de uma estratégia típica de lançamento. Entretanto, “The Art Of Letting Go” irá aparecer no álbum junto com “#Beautiful” e “You’re Mine (Eternal)”, a esperança é que a resposta dos fãs democratize o processo típico do álbum a partir de agora. “O desafio com Mariah sempre foi eu gostar de uma gravação e ela gostar de outra, você nunca pode escolher um single que satisfaça a todos”, diz Dupri. “Se você fizesse o que Beyoncé fez, ela te deu 17 singles e você escolheu que faixa lhe agradava mais”. Apesar de o novo álbum de Mariah marcar a maior pausa entre álbuns de sua carreira, este certamente não será seu último, em contrapartida a uma recente entrevista no “Watch What Happens Live”, de Andy Cohen, onde ela indicou que ela pudesse estar tratando-o como tal. Ainda assim, isso significa algo como um momento de pegar ou largar nesta fase de sua carreira histórica como segunda pessoa com mais posições no topo do Hot 100, atrás somente dos Beatles. “Eu sempre vou fazer música. Quando eu disse que poderia ser o meu último, é porque o amanhã não é certo para ninguém. Quando eu lanço qualquer coisa, é difícil – isso poderia ser como uma performance que você não gosta e é tipo, ‘Beleza, todo mundo irá deixa-la pra lá’, e é isso. O que eu estou tentando dizer é que eu queria que este álbum fosse algo que eu pudesse me orgulhar, quer isso seja tipo ‘Wow, música #1!’, e tudo mais. Qualquer que seja a forma que as coisas terminarem, nós todos teremos trabalhado muito duro. Os verdadeiros lambs todos trabalharam muito duro para quebrar todos esses records na Billboard e para ter esta incrível experiência comigo que eu quero que eles tenham quase como um presente”. Confira alguns scans da matéria:

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