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Ashlee Simpson

Parece que Nick Cannon está mantendo o bom senso ao falar sobre seu divórcio com Mariah Carey. No episódio desta quarta-feira,24, do programa Nick Cannon Presents: Wild ‘N Out, ele faz uma batalha de rap com ex-marido de Ashlee Simpson, Pete Wentz do Fall Out Boy.

Na letra do projeto de rap, eles falam basicamente sobre suas ex-esposas, em um trecho Wentz dá uma bela cutucada em Cannon : “A diferença entre você e eu, é que fui eu que pedi o meu divórcio” (Wentz se divorciou de Ashlee Simpson em 2011, já Cannon e Mariah se divorciaram em 2014).

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Antes de Beyoncé e Adele, quando realmente existia uma diva, uma mulher reinou a sua supremacia na década de 90. O nome dela era Mariah

A música pop é como uma adolescente com um armário cheio de novos sutiãs para o seu primeiro emprego de verão, algo que está passando por muitas mudanças.

O autotune está sendo amplamente utilizado, playback não é apenas esperado, e cantoras, que tem muito que aprender, uma vez que elas usam poucas roupas e abrem as pernas com mais frequência que a porta da geladeira em um comercial da Frigidaire. No entanto, a maior mudança maior pode ser o desaparecimento das divas, um estilo de cantoras que reinou sua supremacia nos anos 90.

Mas o termo divo que me refiro, não é ter cabelos puxados pelos seus fãs ao cantar, ou ter exigências a coisas ridículas em seus ônibus de turnê ou ser uma pessoa difícil de trabalhar. O que estou me referindo é principal ingrediente que compõe uma verdadeira diva: a voz. Diva é definida por uma cantora celebre, que tem um talento excepcional tanto para o mundo da ópera, fazendo sua extensão para o teatro, cinema e a música popular. Talvez ,nós vimos isto mais nos anos 90 do que em qualquer década, era tudo sobre ser uma diva.

Sim, o Nivarna e o estilo dos rappers gangster também reinaram nesta década, mas ali também começava uma rejeição a um estilo de cantor da década de 70, que cantava pop nos anos 80, e que queria ser cantor e dançarino de hip-hop. Os anos 90 foi à época que celebrou o melisma, uma mulher que estava parada na frente do microfone com uma voz extraordinária. Uma voz tão fenomenal, que mesmo que os ouvintes não gostassem de som em particular, eles sabiam apreciar o talento inegável dela. Nos anos 90 havia uma diva que ficou acima de todas as outras.

É claro, estou falando de Mariah Carey. A década de 90 foi dela. Isso pode ser uma declaração polemica e talvez você possa me xingar no Twitter, mas eu estou certa. Deixemos de lado as nossas preferencias pessoais, pois a minha favorita era a Whitney Houston, e vamos olhar os fatos. Durante os anos 90, o incrível alcance das cinco oitavas de Mariah Carey era realmente o que tínhamos de mais próximos na música contemporânea do pop atual a incrível Minnie Riperton. Ela conquistou 14 músicas em primeiro lugar, quatro álbuns também em 1° (lembrando que ela lançou sete durante esta década, então que mais da metade de seu trabalho foi um sucesso massivo) e vendeu mais de 100 milhões de álbuns. Ela também criou uma natureza única nos bastidores de seu trabalho, era ela mesma que escrevia e produzia todas as suas canções, algo raro feito por uma cantora na época. Seu talento e seu legado continuam evidentes até hoje, mas o fato mais importante é, que tudo isto colaborou para ser a maior de todas as divas nos anos 90, algo que jamais as pessoas irão repetir. Mesmo que já tenham tentado.

Apesar de uma grande leva de artista tenham tentado imitar o seu estilo de cantar ou até mesmo o estilo de misturar os seus doces vocais com um rapper (tipo a tal de Ariana Grande), mas vimos que nenhum deles chegaram perto sequer de repetir o sucesso de Carey ou a sua qualidade musical. Então, é justo que ela volte a fazer música de qualidade em seu décimo terceiro disco de álbum de estúdio, MeI Am Mariah…The Elusive Chanteuse, que está disposto a recuperar a sua coroa de diva. Historicamente falando, é muito fácil achar um disco de pop-soul será um grande sucesso. Mas com loucura que está o cenário musical atual, talvez não estejamos tão certos assim. Como uma citação famosa do filme de 2005, Hustle & Flow: “Está muito difícil aqui fora até para uma diva”.

Com menos poder em suas capacidades vocais, cantoras solos como a Lisa Stansfield ou grupos como En Vogue e Xscape sabiam cantar. Elas não encantavam, mas cantavam. No melhor estilo ‘Senhora negra possuída pelo Espirito Santo’, mas pelo menos cantavam. E não apenas cantavam estúdio, elas podiam também cantar ao vivo. Nos dias de hoje, saber cantar ao vivo é realmente um brinde. É capaz de alguém mesmo não conseguir exercer sua função de cantar e passar um grande escândalo do playback, assim como aconteceu com Ashlee Simpson ou Milli Vanilli. Na verdade, hoje em dia as coisas só facilitam para serem assim. Com tanta tecnologia nos computadores, hoje em dia qualquer cantor por soar com o talento incrível igual Carey, Houston, Celine Dion e até mesmo, porque não, igual à Christina Aguilera.

Enquanto isto, a música está operando como nicho, assim como a televisão e cinema. Não há apenas o básico como: pop, rock, música clássica, gospel, country, R&B e o hip-hop. Agora temos um tal de rap-rock, EDM (música eletrônica), cantores de country rappers, trance, pop cristão, punk rock, neo-soul, ska, este são apenas alguns que posso citar. Porque há uma infinidade de estilos musicais, então existe uma enorme opção para os ouvintes escolherem, e o mais importante é que as atrações musicais não precisam ser universal, elas simplesmente tem que apelar para que sejam escolhidas como favoritas de um grupo. Então, hoje em dia é mais fácil romper a barreira musical. O disco de maior sucesso de Taylor Swift, o Fearless, vendeu 8.6 milhões, e foi comemorado como um sucesso massivo, porém o disco de 91 de Mariah Carey, o Emotions, vendeu isto e foi considerado um fiasco após o enorme sucesso de seu álbum de estreia ( o disco de maior sucesso da carreira de Carey é o Music Box de 1993, que vendeu mais de 32 milhões de cópias mundialmente).

As vendas dos discos também não estão tão grandes como costumavam ser, e hoje em dia os artistas estão tornando-se artistas de singles somente, as gravadores estão percebendo que é mais lucrativo investirem somente em uma música do que um álbum inteiro, que as pessoas preferem ouvir aquela tal música na rádio e depois comprá-la. E graças à estra indústria musical atual, que está investido muito em vídeo clipes tentadores e a música popular estão sendo mais focada na dança do que na música em si, artistas como Fergie e Nicole Scherzinger são os mais recentes exemplos que a indústria está mais focada em lançar música pop grudenta e medíocre para se ter uma carreira de sucesso duradoura.

Então o que sobrou para as divas em 2014? Elas estão em algum lugar entre serem relíquia ou serem relevante. Celine Dion e Shania Twain, que também fizeram muito sucesso nos anos 90, agora estão apelando por residência em Las Vegas. Não que isto seja ruim, é muito lucrativo, mas é nítido que artistas como Dion estão sendo tratadas pelo público como aquela calça jeans que temos no armário e não nos servem mais: só mesmo bêbados que talvez usaríamos aqueles jeans novamente. Mas não tenham medo, mesmo que sua obra prima tenha ficado nos anos 90, elas tem algo novo. Bem, isto é até que sejam inspecionadas novamente.

Apesar da popularidade de Katy Perry, ela é relativamente nova, tem apenas três álbuns e em tem seu currículo marcado por sua incapacidade de saber cantar. O pré-requisito de ter uma boa voz também anulam outras grandes sobreviventes como Rihanna, Shakira ou Miley Cyrus, que atualmente ganham mais atenção por suas palhaçadas no cenário musical do que por terem realmente algum talento.

Mas ainda existe alguém que saiba cantar, mesmo que tenha conseguido fazer sucesso por ter feito algo bizarro em sua carreira. A vencedora do primeiro American Idol, Kelly Clarkson, tem uma voz fantástica e alguns hits ao longo do caminho, apesar de que desde 2004, nenhum de seus álbuns tenham vendido mais de 1,5 milhões de cópias.  A cantora britânica e vencedora do primeiro X-Factor, Leona Lewis também tentou ser uma nova Mariah Carey, mas infelizmente ela foi engolida por seu material medíocre, que só conseguiu fazer sucesso com Bleeding Love. Enquanto isto temos a Pink, que até que lança músicas boas e discos de qualidade, porém ela não tem apelo para atingir uma ampla faixa etária de publico. Independente se as pessoas eram velhas ou novas quando Whitney Houston lançou I Will Always Love You, a música atingia qualquer faixa etária. Não podemos dizer o mesmo de canções de Pink como Who Knew ou Get The Party Started.

Nós também temos algumas divas em que ainda estão tentando. Essas cantoras tem bastante talento, mas não décadas de carreira. É o caso de Carrie Underwood, a vencedora de maior sucesso do American Idol, que é conhecida por grandes apresentações ao vivo, como fez com Blown Away durante o CMA em 2012, e ela entrou no Hall da Fama da música country, porém as vendas de seus discos estão em declínio desde 2005.

Provavelmente a mais interessante das divas que ainda estão tentando ser alguém é a Lady Gaga. Ela que começou de forma extraordinária, seu disco de estreia vendeu incríveis 15 milhões de cópias, mas o seu disco seguinte, Born This Way vendeu muito menos que a metade disto e a sua popularidade está em um grande declínio, a febre passou. Isto sem citarmos grandes nomes como Patti LaBelle, Tony Bennett ou até mesmo Elton John, que também  está lançando um novo disco este ano. Todos estes já trabalharam com Gaga de alguma forma. Parece que além de Beyoncé (falaremos dela aqui também), Lady Gaga ainda tem chance de manter a sua carreira por décadas. No entanto, o seu último disco, Artpop, foi um grande erro comercial.

Finalmente, temos aqui Beyoncé e Adele, que podem representar as divas em 2014. Claro que isto pode ser ainda um pouco prematuro, não sei se ainda podemos incluir Adele como uma diva, talvez ela tenha apenas um sucesso momentâneo. Ela pode ter menos experiência que a Sra. Carter, porém ela vendeu apenas um milhão de discos a menos que Beyoncé  (Adele vendeu 35 milhões com apenas dois discos, Beyoncé vendeu 36 em sua carreira solo, e ela tem cinco discos). Além disso, o seu talento vocal, assim como de Beyoncé, é inegável. Ambas possuem talento e respeito da indústria música apesar delas terem estilos completamente diferentes.

Adele é aquela cantora/compositora clássica e indescritível. Não sabemos muito sobre a sua vida pessoal, mas sabemos que suas músicas são sobre sua vida amorosa e que agora ela está feliz, com um filho e casada. Ela não tem uma vida social ativa nas redes sociais (ela nem tem conta no Instagram). Enquanto isto, Beyoncé representa muito mais que apenas a sua música nos dias de hoje. Ela que co-escreveu alguns de seus sucessos, tem contratos milionários com a H&M e a Pepsi. Ela possui mais de 12 milhões de seguidores no Instagram e outros 13.4 milhões no Twitter. Claramente, elas são estilos diferentes de divas.

Então, enquanto as divas estão representadas em um número menor em 2014, elas estão longe de serem extintas. Adele e Beyoncé podem ainda carregar o manto que Mariah Carey será sempre lembrada. E se Mariah ainda não tem nada a dizer sobre isto, é certo que ela estará ao lado delas no futuro seja cantando ou andando por ai. Enquanto houver fãs, elas ainda estarão por aí.

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