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Jamaica Jazz & Blues Festival

O blogueiro Trini Trent escreveu um artigo sobre a performance vocal de Mariah Carey e como a ‘geração internet’ lida com isso de forma negativa. Confira abaixo:

Mariah Carey é uma das melhores cantoras de todos os tempos, isso todos nós sabemos, não é mesmo? após uma série de performances ao vivo desastrosas, tentativas de playbacks desajeitados e reações de fãs de longa data, parece que agora ela está mais para uma piada do que para um ícone celebrado.

Agora, qualquer um de nós que se lembra dos anos 90 sabe que Carey era um padrão vocal de sua geração, juntamente com a falecida Whitney Houston. Sua voz podia ir à extremos como nenhuma outra cantora poderia fazer, e seu estilo tornou-se eventualmente um exemplo a ser seguido por toda uma geração de novos cantores.

No entanto, essas pessoas muito jovens para ter experimentado a grandeza de Carey durante os anos das eras “Daydream” ou “Butterfly” simplesmente não entendem a intensidade disso. Infelizmente, não posso culpá-las, especialmente depois de sua apresentação embaraçosa no Jamaica Jazz & Blues Festival desse ano.

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Pense nisso: Muitas das pessoas nascidas em 1998 – quando a voz de Carey começou a mostrar sinais de desgaste, e seu uso de bases pré-gravadas durante suas apresentações “ao vivo” virou meio que uma regra – vão fazer 17 anos em 2015. Portanto, ele não têm lembrança de uma época em que Carey podia alcançar uma nota alta sem esforço.

Na verdade, a maioria das pessoas com idade inferior a 18 anos, provavelmente foram apresentadas a Mariah quando ela aproveitava muito bem o seu comeback com o álbum “The Emancipation of Mimi”, em 2005. Sim, esse foi um ano de muito sucesso em sua carreira, mas as rachaduras em sua voz estavam evidentes e ela não cantava tão facilmente quanto ela fazia em seu auge, dez anos antes.

Curiosamente, o declínio vocal de Carey coincidiu com a ascensão das mídias sociais. Facebook e Twitter têm feito discussão em tempo real entre as milhões de pessoas em todo o mundo. Assim, toda vez que ela ou qualquer outro artista tem um contratempo, a notícia se espalha instantaneamente.

O YouTube, no entanto, tem sido a verdadeira causa mortis da existência de Carey. A plataforma de compartilhamento de vídeo, que foi ironicamente concebida em resposta ao desatre de outra artista – Janet Jackson, no Super Bowl de 2004 – faz com que cada nota ruim em um show de Mariah esteja disponível para um replay instantâneo.

Mesmo que ela se apresente em um pequeno local em um país a milhares de quilômetros de distância da América do Norte, as pessoas podem entrar em sintonia para ver os erros de Carey quantas vezes quiserem. Isso significa que cada nota desafinada ou ruim possa ser analisada e debatida por pessoas que provavelmente nunca assistiram a um show de Carey.

Adicione outros apps de vídeo como Instagram ou Vine à mistura, e as chances são ainda menos em favor de Carey. Afinal, com apenas seis segundo permitidos no último app, em que parte de suas performances as pessoas vão focar mais: Uma nota bem executada ou um desastre vocal?

Obviamente, Carey não é a primeira diva a experimentar problemas com sua voz. Na verdade, Aretha Franklin também estava em seus 40 e poucos anos quando seu alcance vocal começou a diminuir e seus shows não eram tão emocionantes como eles eram quando ela estava no seu auge.

No entanto, Franklin perdeu seu toque muito antes de a maior parte do mundo ter computadores e nunca ter ouvido falar da internet. Além disso, no momento em que a era digital chegou para a rainha do Soul, ela já havia cravado a sua posição como um artista intocável e chegou aos seus 60 anos.

Ninguém gosta de implicar com um idoso, especialmente uma mulher que ainda recebe ovações ao soar estranhamente como o Elmo, da Vila Sésamo.

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Carey também não é a única cantora que dubla suas músicas. Honestamente, essa prática tem sido comum desde os tempos de ouro do Soul Train e era a norma na televisão até Milli Vanilli serem expostos por dublarem suas canções.

Além disso, vários artistas fazem isso hoje, especialmente durante a turnê ou quando são esperados para executar sets muito extensos. Um dos casos mais recentes veio de Beyoncé, quando ela descaradamente fez playback em seu show, na França.

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Por outro lado, Mariah sempre foi cobrada para ser melhor do que suas rivais. Depois de anos sendo anunciada como vocalista com um alcance vocal de cinco oitavas, as pessoas têm sido treinadas para serem impecáveis e cantar perfeitamente.

Além disso, Carey não dança bem. Seus espetáculos têm pouco valor de produção e os holofotes brilham diretamente sobre ela. Ela está sempre no centro das atenções e diferente de sua personalidade peculiar, cantar é tudo o que ela tem para oferecer no palco.

Então, quando ela não apresentar vocais poderosos, Carey não pode contar com mais nada – nenhum dos adereços que fizeram Katy Perry a estrela do Super Bowl, o exército de dançarinos que apoia Britney Spears ou os gráficos gigantes de gatinhos que protegem Miley Cyrus.

E isso está levando Mariah pra onde? Bem, sem saber a extensão dos seus problemas vocais, podemos estar testemunhando o fim abrupto de uma carreira estelar. Semelhante a Whitney Houston antes de morrer, ela está rapidamente se tornando uma piada em manchetes dos tablóides, em vez de um ícone a ser celebrado.

Ao contrário de Houston, Carey também tem de lidar com todo o peso da reação das redes sociais, a última das quais inclui um conjuntos GIFs no Tumblr comparando-a com Ariana Grande.

Adicione comentários desanimadores de outros artistas e a perda de apoio de seus fãs, e parece que Mariah está em uma espiral descendente incontrolável. Bem, a não ser que ela resolva encarar o problema de frente.

As mídias sociais são terreno fértil para especulações e rumores, mas há também um desejo de verdade. Basta imaginar como as pessoas parariam de focar sobre a bunda de Nicki Minaj ser ou não de verdade, se ela admitisse que tinha dado uma turbinada.

Não saber disso já é metade da diversão.

Portanto, se Carey admitir diretamente seus problemas e explicar exatamente como ela pretende resolvê-los, ela poderia transformar a opinião pública a seu favor. Além disso, o bullying à alguém com uma desvantagem certamente não parece emocionante, mesmo para o TMZ.

Até que esse dia finalmente chegue, é melhor Mariah se preparar para uma difícil jornada. Sua residência em Las Vegas começa na primavera norte-americana e há dezenas de pessoas armadas com smartphones, ansiosos para gravar em vídeo sua mais recente derrapada.

Vamos terminar com uma nota positiva: Carey cantando “Vision of Love” na Jamaica e fazendo artista de Dancehall, Lady Saw, pegar de volta seus insultos, ao vivo diante das câmeras.

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“Eu estava ali na frente e ela começou a dublar”, disse o ícone do Dancehall. “E eu fiquei desapontada por isso e saí de lá. Infelizmente, você sabe que artistas como nós temos que cantar com toda nossa alma, quero dizer, nós que nem sequer conseguimos ganhar tanto dinheiro quanto ela, então eu me pergunto o por que disso. Eu acho que quando um artista sobe ao palco eles devem estar se entregando do início ao fim, porque é a forma como as pessoas obtem o valor do seu dinheiro e agora eu vejo que as pessoas estão tristes lá na frente”.

O produtor executivo do Jamaica Jazz & Blues Festival, Walter Elmore, está  descontente com o desempenho de Mariah Carey, que foi o ato principal no evento este ano. Estamos entrando em contato com sua equipe, pois não estamos satisfeitos com o que vimos na noite de sexta-feira” – foi tudo o que Elmore falou sobre o assunto.

Comentando sobre o resto do festival, que foi realizado no Estádio Trelawny Multi-Purpose, Elmore está satisfeito com o evento. “Exceto uma apresentação, todos os artistas fizeram grandes números. Sexta à noite nós vimos coisas boas do Richie Stephens. Ele realmente foi ótimo e o públicou amou. Arturo Tappin foi a melhor atração da noite. Infelizmente não foi a mesma coisa para o Morgan Heritage, a chuva interrompeu seu show, mas eles sempre se entregam e fizeram bem antes de chover.”

Elmore reafirmou seu pronunciamento antes do festival, de que a última noite do evento seria a melhor. “Eu tinha planejado propositalmente a noite de sábado, para ser uma mistura de grandes apresentações, mas com atos mais calmos. A noite foi feita de propósito, tendo um número mais agitado seguido de um número mias calmo, permitindo que as pessoas recuperassem o folego e assistissem ao show novamente.”

Elmore e sua equipe conseguiu isto com principais artistas – Magic!, Soja, Charlie Wilson, Peter Cetera e The Pointer Sisters. “Charlie Wilson foi incrível. Eu já tinha visto algo dele antes e era bom, mas o que vimos foi incrível. A voz de Peter Cetera estava forte e sólida, e as The Pointer Sisters mantiveram as pessoas dançando durante a tempestade. Estou muito satisfeito com o festival de forma geral”, disse ele.

Fonte: Jamaica Observer

O blogueiro Romane Hibbert fez um review para o HitzConnect sobre a performance de Mariah Carey no Jamaica Jazz & Blues Festival. Confira abaixo:

Por Romane Hibbert

A noite de uma sexta-feira agradável de janeiro trouxe junto com ela a performance mais que esperada da diva Mariah Carey na Jamaica. Fui solicitado para fazer um review e ser a pessoa justa e imparcial que sou, então lá vou eu fazer o review do show da melhor forma possível.

Enquanto eu estava lá e vi a introdução no telão nos lembrando de seus inúmeros feitos e por que ela é tão celebrada, uma Mimi divônica apareceu toda ‘posuda’ no palco. O pontapé inicial do show foi dado com Mariah cantando seu hit de 1995, “Fantasy”, com um remix que apresenta o rapper ODB no telão atrás dela.

A performance foi muito bem recebida e eu, pessoalmente, achei que era uma boa maneira de abrir o show. Ao longo de seu set ela tinha 4 trocas de roupa, como é o caso de qualquer show de Mariah. Durante seus mais de 45 minutos, ela nos levou à uma viagem nostálgica com clássicos como a sempre sensual “My All”, “Honey”, “Heartbreaker” e seu primeiro single, a atemporal “Vision Of Love”.

Assim que ela deu a entender que “Always Be My Baby” seria a música seguinte, ela arrancou aplausos selvagens da platéia já que essa música é conhecida por ser uma das favoritas dos jamaicanos. Agora, a única decepção que tive com a setlist é que ela incluiu “I’m That Chick”, uma canção arrancada de seu 11º álbum de estúdio, “E=MC²”, que muitas pessoas não pareciam conhecer, a menos que você seja um super fã de Mariah. Muitas pessoas não estavam cantando junto.

Em seguida, houve a ausência de “Hero”, o clássico que todo mundo queria ouvir, uma vez que sempre foi uma inspiração para muitos. Ela encerrou com  o mega hit “We Belong Together”, que ela meio que deu uma mexida no ponto alto da canção que ficou um pouco diferente. Depois de sua performance, perguntei a algumas pessoas da plateia – tanto na frente quanto por trás das câmeras, o que elas pensavam sobre o desempenho e fui recebido com reações mistas.

Alguns gostaram enquanto outros acreditavam que Mariah não estava envolvida. Enquanto muitos pensavam que ela fez um “trabalho fabuloso” outros expressaram desapontamento em sua performance, já que eles vieram para ouvir “Hero” e sentiram que a diva tinha mais a oferecer. Quando tudo estiver acabado, o Jamaica Jazz & Blues Festival deste ano será considerado um dos melhores já feitos, uma das maiores plateias que o evento já teve.

Um frequentador afirmou: “Eu adorei! Foi o que eu esperava, desde sua voz até o figurino que ela usou, uma diva em todos os sentidos da palavra”. Apesar de tudo, foi um grande show, ela cantou ao vivo, assim como ela usou seus vocais pré-gravados, sem depender muito deles.

Um dos destaques para mim foi “I’ll Be There”, que cantou ao lado de Trey Lorenz. Foi mágico! Lorenz também teve sua hora de brilhar quando apresentou o hit de Michael Jackson “Rock With You”, com vocais de apoio de Mariah que deixaram a plateia animada. Como é o caso em todo show de Mariah, venham para ouvi-la cantar, conversar um pouco com o público e mostrar seus figurinos. Foi uma performance sólida!

Setlist:
1. Fantasy
2. Touch My Body
3. Emotions
4. I’m That Chick
5. Triumphant (acapella)
6. Make It Happen
7. Vision Of Love
8. My All
9. Honey (So So Def Remix)
10. Heartbreaker (Remix)
11. Shake It Off
12. I’ll Be There
13. Rock With You (Trey Lorenz com backing vocals de Mariah)
14. ‪#‎Beautiful‬ (com Trey Lorenz)
15. Always Be My Baby
16. We Belong Together

O jornal caribenho, Jamaica Observer, fez uma crítica pesada e negativa sobre a apresentação de Mariah Carey no Jamaica Jazz & Blues Festival, realizado no último dia 30 de janeiro. Confira abaixo:

Por Richard Johnson

Ela foi a maior atração do Jamaica Jazz & Blues Festival deste ano, mas os críticos ainda não sabem o que pensar em relação ao desempenho da cantora Mariah Carey no evento da última sexta-feira. Um público considerável já se ajeitava no estádio no início da noite disputando os melhores lugares para ver o show de uma das vocalistas mais bem sucedidas da história da música. Contudo, no final da noite, as reações foram mistas com o que se desenrolou no palco.

Carey subiu ao palco armada com seu microfone de ouro e vestindo a primeira de suas quatro trocas de roupa, ao som de “Fantasy”, e neste momento, era evidente que Carey confiava demais em uma base de apoio. Pessoas na frente do palco imediatamente comentaram sobre isso. Sua voz estava um pouco fora do tom, e a certo ponto ela utilizou toda sua garganta para ajudar a melhorar a sua performance.

Enquanto o set seguia, sua qualidade vocal melhorou, mas seu público, em sua maior parte, não parecia muito ligado, ela parecia incapaz de atraí-los para a sua performance, apesar de uma série de sucessos. “Touch My Body”, “Emotions”, “My All”, “Vision Of Love”, “Make It Happen”, “I’m That Chick”, “Honey”, “Heartbreaker”, “Always Be My Baby” ecoaram no interior do local, e ela ainda foi capaz de alcançar algumas das notas mais altas como o seu ‘registo de apito’, sua marca registrada.

No entanto, Carey não sabia muito bem as letras de suas canções e parecia meio desconexa. Suas brincadeiras entre uma música e outra não estavam agradando a plateia. Haviam comentários sobre a cor de seu vestido no telão, como uma troca de roupa que deixou ela parecida com um guarda-costas aposentado, e divagações sobre uma costureira ajustando seu vestido. Carey explicaria isso dizendo: “Eu só estou sendo eu mesma”.

Essa falta de conexão fez com que algumas pessoas saissem do show para dar uma olhada nas outras atividades do festival. A banda Morgan Heritage ficou responsável por salvar o dia.

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