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Nick Canno

Mariah Carey, a grande filósofa do amor da nossa geração!

Ah, Mariah Carey, a grande filósofa do coração humano. Idiotas previram o fim de seu reinado no Natal. Mas de acordo com a lista “Holiday 100″ da Billboard, 21 anos depois que ela lançou seu hit, “All I Want for Christmas Is You”, ela ainda está exatamente onde ela merece: no topo. Desde 1994, a canção já vendeu mais de 15 milhões de cópias e fez supostos 50 milhões de Dólares em royalties.

E além de ganhar um dinheiro sazonal, a obra-prima de Carey é uma incrível façanha de subterfúgio filosófico. O Natal é uma época de material e excesso à base de afeto, mas a canção se concentra em apenas uma coisa: estar com uma pessoa específica, por exemplo, você.

Ele rejeita a ideia do amor em geral em favor do amor em particular, ao mesmo tempo que desafia e define a música Pop. Com infinitamente mais economia de expressão e letras cativantes, sem dúvida, “All I Want for Christmas Is You” é uma espécie de dialética hegeliana de desejo Natalino, tendo as noções conflitantes de abundância e especificidade, levando isso para as gerações seguintes.

Dito isso, confira abaixo um trecho comentado de “All I Want for Christmas Is You”.

1. I don’t want a lot for Christmas

There is just one thing I need

A autora define cuidadosamente suas intenções. Não existe uma entidade, “eu”, que representa a individualidade consciente. Esta entidade existe em relação ao espaço de material (“muito”) e tempo sazonal (“para o Natal”). A entidade expressa essa racionalidade através do vocabulário de desejo, ou “quero”, e apesar de que seus desejos pudessem, teoricamente, serem expansivos, eles não são. Aqui, temos a tese da autora: Desejo, em vez de algo geral, é específico; em vez de muitas coisas, é “apenas uma coisa.”

2. I don’t care about the presents

Underneath the Christmas tree

Carey habilmente se comunica através de símbolos: “presentes” e “árvore de Natal” indicam claramente a hostilidade dela com o lado consumista do Natal.

3. I just want you for my own

Aqui parece que Carey tem um sentimento de posse sobre o outro, mas “All I Want For Christmas Is You” não é o que parece ser.

4. More than you could ever know

Esta linha sugere ceticismo da realização do conhecimento; os limites tangíveis de apreensão (por exemplo, “mais”); e, novamente, o domínio narrativo assertiva do sujeito sobre o objeto.

5. Make my wish come true

All I want for Christmas is you

Aqui, porém, as narrativas  de pode estão implícitas: a autora apela para o ‘Você’ como um agente de desejo-concessão, reiterando simultaneamente a singularidade de seu desejo.

Há um contexto mais escuro nesta narrativa. De acordo com o que sabemos,  All I Want for Christmas Is You”  foi escrita em 15 minutos em 1994 por Mariah Carey, que na época era casada com seu empresário, Tommy Mottola. Que foi relatado como um relacionamento infeliz e abusivo, e durou apensar quatro anos. Mottola foi uma espécie de Papai Noel sinistro que monitorava Mariah Carey expressando seu desejo.

6. Yeah

A sim,  e você pensou que isso era apenas uma alegre canção de amor.

7. I don’t want … Christmas tree

(Veja acima)

8. I don’t need to hang my stocking

There upon the fireplace

Santa Clause won’t make me happy

With a toy on Christmas Day

Apesar de ser inegavelmente assustador este Papai Noel, mesmo sem conhecer ele o autor começa a cultivar um sentimento de admiração como uma criança, que através da escolha da linguagem, como por exemplo, “meia”, “brinquedo”. Para uma famosa exploração de que All I Want for Christmas Is You”  se encaixa na qualidade de um desejo juvenil, é  ver como ele se encaixa perfeitamente no filme clássico natalino, o ‘Love Actually’.

10. I just want … You, baby.

Leia acima.

11. Oh, I won’t ask for much this Christmas

I won’t even wish for snow

And I’m just gonna keep on waiting

Underneath the mistletoe

I won’t make a list and send it

To the North Pole for Saint Nick

A autora explora a dialética entre o desejo e o não desejo. Articulando em desejar recusar a pedir seu objetivo. Dando entender que não ficará debaixo do visco, mesmo que isto seja a sua vontade.  E o agente de possuir ‘Você’, está sendo usado pela vontade de Carey obter algo, e ela apela isto para o Papai Noel, que também é conhecido como ‘Santo Nick’

13. I won’t even stay awake to

Hear those magic reindeer click

Uma alusão ousada de desencantamento com o mundo mundo.  como fala o artigo de Weber, “All I Want for Christmas Is You e o Espírito do Capitalismo”.

14. Cause I just want you here tonight

Holding on to me so tight

What more can I do?

Baby, all I want for Christmas is you

A impaciência do desejo  que cresce. O intelecto anseia por Netflix e o frio.

15. You, baby.

Uma confusão gramatical em menor escala: em suas escolhas de formular as frases, a autora parece introduzir a ambiguidade. Até agora, não houve sugestões de que você é um bebê literalmente, e uma vez que a autora não é claro como Freud, podemos concluir com segurança que este ‘bebê’ é apenas uma forma alternativa para chamar o objeto.

16. Oh all the lights are shining

So brightly everywhere

And the sound of children’s

laughter fills the air

And everyone is singing

I hear those sleigh bells ringing

Santa won’t you bring me the one I really need?

Won’t you please bring my baby to me?

Possivelmente uma referência velada a uma experiência sensorial de privação realizada na busca de uma maior compreensão intelectual / emocional / espiritual / físico do “Você” que aconteceu em 1993: Técnicas similares seria usada mais tarde com Nick Cannon.

18. I don’t want a lot for Christmas

This is all I’m asking for

I just want to see my baby

Standing right outside my door

Um reconhecimento pelo desejo de um corpo físico perfeito, até agora, em grande parte muito desarticulada. O ‘Você’ pode ser apenas uma doce, doce fantasia, embora Carey pode apenas estar sonhando, mas é não certo  dizer que de fato ela realmente esteja dormindo.

20. Oh … you

(Leia acima).

21. All I want for Christmas is you, baby … baby

Em conclusão, a autora apresentar a sua mais clara articulação da natureza de desejo. A eterna busca para o ‘Você’, não no geral, mas sim em algo particular. É uma busca não uma busca por qualquer um, e sim por ‘Você’, um objeto singular de amor e carinho, um tanto pouco frustrante e emocionante em sua especificidade. Se a autora fosse a Shiksa, provavelmente ela estaria cantando para seu Bechert.

“Você” é tudo. “Você” é suficiente.

Fonte: The Atlantic

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