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William Cheng

O musicólogo William Cheng, escreveu um artigo para o site RYOT, sobre a residência de Mariah Carey em Las Vegas e sobre a pressão que as pessoas botam em cima dos artistas para que eles sempre sejam perfeitos. Confira abaixo:

Em tempos em que Nicki Minaj e Taylor Swift brigam por causa de indicações em premiações, será que não estamos deixando de lado o grande barato da música que é a celebração?

No mês passado, Mariah deu início à segunda parte de sua residência de shows em Las Vegas, que levou centenas de fãs ao Caesars Palace, que estavam super ansiosos nas redes sociais antes de começar o show, e mal conseguiram conter o entusiasmo quando a silhueta da Diva apareceu no palco. A voz maravilhosa de Carey junto com os adereços de palco deram ao público uma produção e tanto, do começo ao fim do espetáculo.

Eu fui ao show não como um musicólogo (minha profissão), mas como fã. Eu cresci ouvindo os hits de Mariah Carey, e ouvir suas canções em ordem cronológica me deixou muito nostálgico.

Mas enquanto Carey entoava suas canções, uma vozinha lá no meu inconsciente me fazia lembrar da crítica que foi feita por Jon Caramanica, do New York Times, onde ele dizia que Mariah era uma lenda em decadência e uma cantora que se transformou em um produto da indústria.

Em seu review, Caramanica disse que Mariah tinha mais erros do que acertos em seu show. Mas quantos de nós, vez ou outra, não nos sentimos assim? As vezes tudo isso acontece quando estamos mais vulneráveis em nossas vidas.

Você até pode argumentar que quando se paga um bom dinheiro para ver um profissional no palco, você espera algo profissional em troca. Mas isso depende do que nós consideramos profissional. Será que essas coisas dependem se Carey vai conseguir ou não atingir as notas agudas no final de “Emotions”?

Ninguém gosta de amigos de ocasião – que só ficam por perto nos bons momentos, mas abandonam o barco quando você precisa de um ombro pra chorar. Não tenho certeza de que devemos ser ouvintes de ocasião também. Os críticos que aplaudem as notas altas ainda reclamam no primeiro sinal de fraqueza.

Da próxima vez que você for à um espetáculo em que a voz do cantor não estiver em sua magnitude, por que não tentar olhar pelo lado positivo como forma de aprendizado –  não pelo artista, mas para si mesmo? Se pergunte o motivo do seu julgamento e a razão pela qual você se importa. Veja se os seus ouvidos não ficaram tão acostumados a um certo padrão musical que você acabou de deixar de lado outros aspectos que levam para a beleza e a verdade.

Em outras palavras, vamos ao show não pelas notas altas, mas para algo ainda mais elevado.

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