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Depois de muito tempo, finalmente a diva voltou em grande estilo, o décimo quarto álbum de Mariah Carey, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, finalmente chegou as lojas, depois de uma série de adiamentos.

Excluindo o seu CD de Natal, de 2010, este é o primeiro álbum Pop a ser lançado por Carey há 4 anos e meio, o maior período de sua carreira sem lançar um novo disco. Neste meio tempo, ela foi mãe de gêmeos, teve o prazer de ser jurada do American Idol, ao lado de sua ‘amiga’, Nicki Minaj. Lançou algumas canções como ‘Triumphant (Get ‘Em)’, ‘You’re Mine (Eternal)’ e ‘The Art of Letting Go’, que não tiveram muito sucesso.

Carey foi inspirada em fazer um álbum que levasse as pessoas ao bom e antigo Hip-Hop e R&B, assim como ela fez em seus dois primeiros discos, Mariah Carey e Emotions. Julgando por estas influências, parece que o álbum tem potencial para ser o seu melhor neste século.

O disco abre com a emocionante balada ‘Cry’. Ela começa com uma introdução quase acústica, sendo simplesmente a voz de Mariah acompanhada por um piano. Quando a música começa a tocar, seu ritmo começa gradualmente subir e construir cada gota de emoção embalada por seus famosos melismas. Soa como uma interpretação moderna de seu single de 1990, I Don’t Wanna Cry, quando Carey canta os versos: “I don’t wanna break down and cry.” A música é seguida pela balada dançante, ‘Faded’, que embora não haja nada de errado com ela, é uma música agradável e gostosa de ouvir, as batidas lentas vão acabando por aqui.

O seu dueto com Nas, na música ‘Dedicated’, é uma faixa de R&B com uma batida charmosa, que dá vontade de cantar junto, sendo uma forte candidata para o clima deste verão. ‘#Beautiful’, o pré-single desta era, foi lançado há um ano, possui vocais discretos, sem excessos, o que sem dúvida alguma, tem apelo para as rádios.

As coisas mudam quando vamos para o Hip-Hop na faixa ‘Thirsty’. Esta canção é uma produção de Hit-Boy, que emprestou o seu estilo usado na faixa ‘Niggas In Paris’ de Jay-Z e Kanye West. Carey canta sobre como o seu namorado está com sede de sua fama e estrelato, e quer usá-la para se tornar uma celebridade, que acaba se afogando em sua própria miséria. Stevie Wonder faz uma aparição não creditada tocando gaita na música ‘Make It Look Good’. A gravação é uma típica música clássica de Carey, com um excelente instrumental harmonizado com seus simpáticos vocais.

‘You’re Mine (Eternal)’ preenche um espaço entre  ‘Make It Look Good’ e a parceria com Wale na faixa ‘You Don’t Know What To Do’, que é uma faixa retrô para era disco, começando com uma introdução quase acapella de Mariah, que é interrompida por uma batida dançante.

‘Supernatural’ tem a participação das risadas dos gêmeos de três anos de Mariah Carey,  Monroe e Moroccan. A música fala sobre como sua vida se tornou melhor depois que os seus filhos nasceram.

‘Meteorite’ é outra música dançante, que usa metáforas do espaço para descrever o que ela realmente sente sobre o seu amado. Produzida por Q-Tip (que trabalhou pela última vez com  Mariah em 1997, na canção ‘Honey’). É uma canção com batidas comuns e vocais simples.  ‘Camouflage’ é uma canção gospel, acompanhada por um piano. ‘I told myself you needed time for your heart, that’s fine/ I camouflaged my tears.”

A faixa interessante batizada de ‘Money ($ * / …)’ é bizarra e cativamente ao mesmo tempo por isto que realmente não faz muito sentido. Ela é precedida do cover que Carey fez da canção do George Michael, ‘One More Try’. Como de costume em suas regravações, Carey tira completamente os aspectos originais da canção e a reinventa, fazendo com que ela pareça ser uma nova canção gravada por ela.

O álbum termina com ‘Heavenly (No Ways Tired/Can’t Give Up Now)’, que é uma balada inspiradora, que te incentiva a não desistir de seus sonhos.

De modo geral,  Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, é o disco mais completo e impressionante de Carey, desde o The Emancipation Of Mimi, de 2005.

Embora, sua voz não seja mais a mesma, ela ainda oferece vocais que ninguém antes ou depois de sua estreia pode se igualar. Ela ainda pode atingir as suas famosas e incríveis oitavas, mas não com a mesma facilidade de 24 anos atrás. Mesmo que sua música não agrade a todos, ninguém pode negar o seu incrível talento vocal. Mas o melhor de tudo, é que ela não ofusca a emoção e o conteúdo lírico do álbum. Ela conseguiu evoluir a sua musicalidade em sentimento e não em uma declaração.

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