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O que se pode dizer para uma estrela que consegue se manter como novidade aos 25 anos de carreira? Mariah pode ter dado alguns passos falsos nos últimos dois anos, mas quando se trata de seu décimo quarto disco de estúdio, que ficou sendo preparado por quatro anos,  isto é diferente. Isto não diminuiu em nada o interesse na diva que mais vendeu disco no mundo.

Talvez o título possa ser um pouco ridículo, Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse, em partes é uma descrição precisa do novo corpo de sua música. Carey revisitou seu extenso catalogo no processo de criação deste novo projeto, ela precisou de uma ajuda de um amigo que fez uma lista com mil gravações suas. Isto pode parecer um pouco petulante para algumas pessoas, porém Mariah conseguiu recapturar alguns de seus grandes momentos de ouro do passado aqui.

A faixa de abertura, Cry, possui todas as características de uma balada de Mariah: pianos gospels, vocal sussurrado, que vão ganhando força ao longo da faixa, transmitindo o sentimento sincero da canção. O órgão escala juntamente com suas notas musicais, nos deixando boquiabertos e nos recordando daquela incrível voz que conquistou o mundo no inicio dos anos 90. Outro ponto positivo é a música #Beautiful, um dueto bacana e sensual com Miguel, que foi lançado no verão do ano passado. A música mostra uma Mariah confiante com o seu corpo, extremante sensual e poderosa. Quando pensou em fazer este disco, ela resolveu retratar o que aconteceu desde que lançou o Memoirs of an Imperfect Angel  em 2009 até agora. A evolução disto tudo é mostrada por aqui com muita transparente.

A arte de reconhecer os seus dias de glória que foram colocados no Me. I Am Mariah possui uma consideração. O seu fiel companheiro e produtor de longa data, Jermaine Dupri, está de volta em ação, participando desde os números mais pessoais, como nas musicas mais animadas. Supernatural conta com a participação dos Dembabies (os seus filhos gêmeos, Moroccan e Monroe), com irresistíveis vocais infantis e risadinhas, que foram inteligentemente colocadas ao longo desta balada de R&B, com a mamãe Carey cantando uma linda serenata para eles, mostrando todo o seu amor. Novamente na canção You Don’t Know What to Do, Dupri serviu para ajudar a sua diva a regressar a era da discoteca, colocando um piano em sua introdução para sentirmos muito bem o som do retrocesso.

Já em outra atmosfera do álbum, Hit-Boy ataca com Thirsty, uma música de hip-hop sarcástica, que possui um órgão orgânico, seguindo o mesmo exemplo de outro sucesso produzido por ele, Nigga in Paris de Jay Z e Kanye West. Q-Tip foi encarregado de trazer a barulhenta Metorite, que faz uma mistura de percussão com sintetizadores dos anos 70, como se tivessem vindo de outro mundo, casando de forma uniforme com os vocais de Mariah. Ambos são grandes destaques do álbum, pois possuem uma letra mais atual, que apesar de Mariah ter encontrado recentemente a sua felicidade pessoal e fraterna, a grande diva ainda não amadureceu e ficou mais séria.

Enquanto a maior parte do Me. I Am Mariah ainda é exageradamente fabulosa, ela não escapa de ter um ou dois erros. A balada Heavenly é uma típica música de alto ajuda, que parece ter ajuda dos finalistas do X-Factor no coral. Enquanto a versão sentimental de One More Try do George Michael, que mais parece a pertencer a um futuro álbum de cover de Mariah Carey, que talvez não demore muito tempo para ser lançado. E também, ‘Camouflage’, que talvez seja salve por um sentimento idiota de nostalgia, soando com o clássico dueto que ela fez com Whitney Houston em When You Believe.

Mariah Carey é tão indescritível como a cultura de hashtag, que foi criada pela cultura moderna popular, especialmente por sua participação com grande estilo no American Idol ano passado – mas é ainda é muito difícil de acreditar que o título é um recadinho para sua personalidade pública. Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse possui um equilíbrio de dois momentos distintos, seja ele um toque mais pessoal, misturado com altos picos do pop da melhor qualidade.

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