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Os últimos anos não foram bons para Mariah Carey, uma das mais respeitadas artistas. Começando pelo seu último álbum lançado em 2009, “Memoirs Of An Imperfect Angel”, onde as paradas musicais e fãs de música não foram justos com a mulher que possui o récorde por ter uma canção no topo da Billboard a cada ano, durante a década de 90. O álbum foi esquecido pouco tempo depois de seu lançamento e a proposta de um álbum de remixes, que o acompanharia, foi cancelada. Um segundo CD de Natal, “Merry Christmas II You”, foi rapidamente anunciado e lançado no lugar. A recepção foi bem inferior, se comparado ao seu primeiro projeto Natalino, “Merry Christmas”. Os singles que ela planejou lançar, para seu 17º trabalho, que anteriormente foi batizado de “The Art Of Letting Go”, teve apenas um hit genuíno: a doce faixa “#Beautiful”, lançada há 1 ano atrás. Como o público começou a pressioná-la, a diva decidiu dar uma segurada e começar tudo do zero, o que resultou no seu mais recente trabalho, que foi renomeado para “Me. I Am Mariah…The Elusive Chanteuse”.

Enquanto o título do álbum é provavelmente um dos mais ridículos de sua carreira (que vem na carona de títulos como “The Emancipation Of Mimi”, “Rainbow” e “Glitter” – esse álbum teve uma crítica pior do que realmente merecia, diga-se de passagem), as músicas desse projeto mais recente é que salvam ele. Os trabalhos começam com a reflexiva “Cry.”, uma balada que vem acompanhada do piano, onde Mariah expressa a dor de tentar curar um relacionamento fracassado. Baseia-se num clímax poderoso, onde ela quase grita sua necessidade de perdão. É difícil não se comover com esses vocais, mas a jornada está apenas começando.

Existem muitos fragmentos da longa carreira de Mariah Carey em “Me. I Am Mariah”; carreira essa que já está indo para incríveis 24 anos. A 3ª faixa do álbum, a nostálgica “Dedicated”, mescla doçura e sensualidade, com toque retrô. É tipo a junção de momentos de privacidade com festas de faculdade, que com certeza acerta em cheio todos que viveram experiências como essas. Pulando algumas faixas, temos “Make It Look Good”, que tem a colaboração de Stevie Wonder na gaita. É provavelmente a canção mais retrô do álbum, e funcionou tão bem com os dois, que ajudou a cantora de 44 anos a cravar seu lugar na história da música.

As coisas começam a ficar menos densas em uma das faixas mais dançantes do álbum, “You Don’t Know What To Do”. Acompanhada do rapper Wale, a explosiva e grandiosa faixa começa apenas com Mimi, um piano e o entusiasmo do rapper. Wale já começa avisando que é melhor levantar do sofá. “Don’t F*** With My Mood”, ele manda a ver no microfone, e “ai de você” se não conseguir entrar no clima com essa canção que eleva Mariah à outro patamar, dizendo à seu homem que ele não pode conter uma mulher como ela.

Uma das faixas de destaque do álbum conta com dois outros colaboradores surpresa. Com a compreensão de que a cantora agora é uma mãe amorosa, todos podem perceber que o hino sobre a maternidade está chegando. No entanto, “Supernatural” foge um pouco das canções antigas. Primeiro, porque a inclusão dos filhos de Mariah, os gêmeos Moroccan e Monroe (carinhosamente chamados de “Roc and Roe”, ou simplesmente “DemBabies”) fazem dessa música algo especial. Segundo, porque além de ter as risadinhas fofas que se fazem necessárias, os dois realmente cantam na música. É óbvio que a pequena Monroe, que tem uma participação um pouco maior que a de seu irmão, herdou as habilidades das famosas cinco-oitavas da mãe. Esses dois vão dar trabalho, mas por enquanto, parece que Mariah está nos convidando a conhece-los ao invés de empurrá-los em cima de nós. A faixa em si é fofa demais e se você não sorrir ao ouvir a pequena Monroe dizer “I’m a chanteuse” (“sou uma cantora”), você deve estar precisando avaliar se tem mesmo um coração.

Aqueles que adoram quando Mimi interage com o Hip-Hop não ficarão desapontados quando “Thirsty” e “Money”, que tem uma mãozinha do rapper Faboulos, chamarem a sua atenção. Ela ainda brinca um pouco com a era Disco, na divertida “Meteorite”. As letras das músicas parecem ter duas atmosferas: uma que fala sobre uma divertida garota apaixonada, que se recusa a ser aceita de volta, e a outra que fala sobre cantora que tentam pegar carona na carreira de Mariah. A abertura da canção tem a famosa frase de Andy Warhol, repetida por ela – “Todo mundo será famoso por pelo menos 15 minutos”. Não da para saber se Mariah estava cutucando alguém ou se é apenas uma música para dançar. Mariah não poderia ter feito isso de outra maneira.

Outro destaque em um álbum como o de Mariah é uma regravação. Mariah é conhecida por criar sua própria identidade numa boa canção antiga. Dessa vez, foi com “One More Try”. Com o clássico dos anos 80 de George Michael em suas mãos, ela fez da canção algo mais voltado para uma experência religiosa do que a versão original. Levando em consideração que o uso de um orgão de igreja é parte do que tornou a música memorável, a versão de Mariah chega perigosamente perto de elevar a canção a um grau ainda maior de espiritualidade. O tema de tentar amar de novo, definitivamente não está perdido em seus vocais. É uma cartada certeira, no fim das contas.

Parece que, finalmente, este é o álbum que traz o verdadeiro retorno de Mariah Carey. Procurar pela cantora indescritível foi um esforço e tanto. De canções que não foram muito bem escolhidas, a outras que foram esgotadas as tentativas e momentos em que muitas pessoas acreditavam que não a teriam de volta, Mariah provou que ainda tem cartas na manga quando se trata de surpreender os amantes da música. A faixa que encerra o álbum na edição Standard, “Heavenly”, é um sermão Gospel com a mensagem “Não posso desistir agora; vim de muito longe para chegar até aqui”. Mariah Carey chegou extremamente longe e agora que sabemos que ela ainda pode criar canções como essa, ela jamais terá permissão de voltar.

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