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Mariah Carey - Me. I Am Mariah The Elusive Chanteuse Album Download

Esqueça o título do rídiculo do álbum e a super questionável foto da capa. “Me I Am Mariah…The Elusive Chanteuse” é um incrível e sólido álbum que faz muito mais sentido como um todo do que somente com os singles lançados. É um álbum conceitual do tipo, “um passeio amoroso através da história do R&B – da era Motown aos anos 90, com desvios para a era Disco e início do Hip-Hop”. A ênfase está em instrumentos reais (ao contrário de samples e sintetizadores), que dá à Mariah preciosas ferramentas para brilhar.

Parece muito bom né?! Bem, a maior parte sim, mas “The Elusive Chanteuse” é também um dos álbuns menos acessíveis da Diva. Com a exceção do single atual “Thirsty” e de “You Don’t Know What To Do”, que tem a participação de Wale, não há nenhum grande momento que remeta ao Pop que as rádios tocariam e a produção do álbum ocasionalmente parece mais datada do que nostálgica. Não ajuda muito que as canções mais dançantes ou as baladas, que irão, sem dúvida, agradar os fãs da era de ouro do R&B, se irá fazer com que outros desliguem o rádio.

Então, aonde o álbum te leva? Com um trabalho que leva tempo para te seduzir, há uma pequena dose instantânea de gratificação, mas, se você for paciente, as músicas se tornam mais ricas e mais profundas a cada vez que forem ouvidas. Pegue como exemplo, “The Art Of Letting Go”. A antiga faixa-título do CD (que agora só está disponível na versão Deluxe) soou meio confusa quando foi lançada no final do ano passado, mas, no entanto, a produção de Darkchild realmente parece ganhar forma e agora não é possível imaginar o álbum sem essa faixa.

Não é que cada faixa leve 6 meses para poder ser apreciada. “#Beautiful” ainda é a faixa com mais frescor e pitadas de R&B com toque retrô, salpicada de elementos Pop que invadiou as rádios num passado não muito distante e pareceu muito familiar à era Motown, assim como a suave “Make It Look Good” e a sombria balada “Cry.” – uma canção que captura por completo a voz de Mariah Carey. Sua voz não soava tão forte, versátil e diferenciada em pelo menos uma década.

Mariah também encontrou solo fértil e criativo revisitando os anos 70. Ela vem bebendo dessa fonte desde “Fantasy”, mas nunca tão fielmente quanto na faixa “Meteorite” e na já citada “You Don’t Know What To Do”, que começa como uma música lenta antes de se transformar numa canção pra se jogar na pista, digna de Donna Summer. Ambas as músicas são extremamente agradáveis e estranhamente a volta desse gênero virou moda, graças ao Daft Punk e ao Justin Timberlake. Conforme as músicas vão sendo divulgadas, qualquer uma dessas citadas são apostas bem seguras.

Falando nisso, “Thirsty” é uma das poucas faixas que fala muito da atualidade com sua letra cheia de memes e seu ritmo cativante. Com certeza a faixa dá um brilho ao álbum, que as vezes pode parecer meio pesado. O produtor Hit-Boy, que é responsável por hinos das pistas foi muito mais feliz nesse trabalho do que o outro produtor, Mike Will Made-It, fez na faixa de R&B contemporâneo, “Faded”, que parece ter sido resgatada do álbum Bangerz (de Miley Cyrus). E isso não é um elogio.

Uma canção que absolutamente precisa ser ouvida, é a surpreendente regravação de “One More Try”, de George Michael, que alcançou o topo dos charts em 1988. É simultaneamente fiel à versão original e completamente só dela (vamos cruzar os dedos para que role um dueto entre eles um dia desses). Outra faixa inesperadamente deliciosa é “Money”, com participação do rapper Faboulos. É uma homenagem aos anos 90 sem parecer com uma relíquia de museu – o que infelizmente aconteceu com “Dedicated”, “Camouflage”, “You’re Mine (Eternal)” e “Supernatural”, que conta com a participação dos DemBabies.

As melhores músicas que não foram escolhidas como single: “Meteorite” ou “You Don’t Know What To Do”, seguido de “One More Try”.

Resumo da Ópera: Esse álbum é um “Memoirs Of An Imperfect Angel” melhorado, mas nada nele corresponde à genialidade de “Stading O”.

Pontuação: 4 de 5 estrelas.

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