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O concerto no  Beacon Theatre deu para Mariah a chance dela fazer tudo de novo direito após o  seu péssimo desempenho de ‘All I Want for Christmas Is You’ durante a cerimônia de iluminação da árvore de Rockefeller Center. Porém, problemas técnicos, nervosismos e problemas com a respiração marcaram o primeiro concerto.

Mariah Carey precisava se redimir durante seu concerto na última segunda- feira no Teatro Beacon – mas aconteceu de uma forma ruim.

Apenas há uma semana, quando a cantora deixou o público engasgado durante a apresentação da iluminação da árvore de Natal no Rockefeller Center, quando exibiu uma péssima e rouca apresentação de “All I Want for Christmas Is You”. O vídeo de seu vocal isolado movimentou mais as redes sociais do que o bizarro novo rosto de Rene Zellweger, e no Youtube continua a fazer a alegria de quem gosta de tirar sarro dos outros.

O concerto no Beacon deu a chance para Carey fazer tudo de novo direito, pois ela apresentou um concerto temático natalino com todas as suas músicas (Com cinco concertos que devem continuar no oeste da cidade ao longo desta semana.)

Desde o início do show, Carey parecia teimar em provar algo. Ela abriu o concerto com um vocal quase sem atrativo algum ao cantar “Hark The Herald Angels Sing,” tentando deixar as pessoas diretamente focadas em seu instrumento vocal.

Mas o destino tinha outros planos. Para os três primeiros números, seu microfone e seu ponto de ouvido não estavam funcionando corretamente, a deixando de escanteio e estragando os vocais.

Mas o problema não parecia ser inteiramente técnico. Carey parecia estar nervosa e sem folego, não somente no início do show, mas durante o concerto inteiro. Seus improvisos eram insignificantes,com frases sumindo e introduções que não levavam a nada.

Durante certos trechos, ela algumas vezes subiu as notas heroicamente. O resultado disso foi um show muito estranho, alterando constantemente a tonalidade com exclamações brutas e trejeitos exagerados.

Embora o concerto não tenha sido longo – apenas 80 minutos – a noite não tinha aspecto teatral. Com um elenco de cerca de 40 pessoas, incluindo uma menininha dançando “Dance of the Sugar Plum Fairies,” uma trupe de balé, um homem de neve, um coral gospel, um coral de natal, vários acrobatas, e um número de criança hiperativas que cantavam e dançavam ao mesmo tempo. O palco era cor de gelo, com flocos de neves gigantes e com uma enorme árvore de natal, que estava devidamente elegante.

Se a música acompanhasse somente esta harmonia, estaria tudo bem. Depois que Carey arrumou o seu problema no microfone, parecia claro então que problema não foi que não conseguia mais atingir as notas, mas sim o caminho que ela decidiu fazer para a executá-las.

Ela estava praticamente separando frase por frase de cada música, arruinando qualquer sendo se sensualidade e transformando o ritmo de suas músicas em algo quase estáticos. Ela estava ali sem rumo, então pousava em notas como se fossem botes salva-vidas que ela tinha que se agarrar e salvar a sua vida preciosa. Muitas vezes, ela preencheu as lacunas tendo um caso de amor eterno com as melismas que a fizeram famosa. Para Carey, não era o suficiente fazer 100 elaborações de melisma em uma melodia, ela teve que fazer 200 delas. Suas notas durante o jazz “Charlie Brown Christmas Theme” podem ter sido um recorde mundial neste segmento.

Havia também problemas nos arranjos das músicas. A equipe tirou o repertório dos dois discos natalinos de Carey. O primeiro, “Merry Christmas”, lançado há 20 anos, vendeu mais de 5 milhões de cópias nos Estados Unidos, tornando-se um dos discos mais vendidos de todos os tempos no segmento. Nele estava a versão original de “All I Want for Christmas,” que se tornou um clássico sazonal. Em 2010, Carey lançou o disco “MerryChristmas II You,” que vendeu mais de 500 mil cópias nos EUA, nada malpara uma época onde as vendas diminuíram muito.

Seguindo a tendência desses álbuns, alguns dos arranjos foram bem fiéis ao Natal. “Here Comes Santa Claus” ostentava uma batida disco. “Silent Night” nunca soou artificial.

Perto do fim do show, Carey saiu  um pouco dos temas natalinos e cantou o seu antigo hit, “Hero.” Foi um dos poucos números que deixaram a estrela à vontade. Ela navegou entre as notas, em vez de executá-las de forma irregular.

Para ser exato, mesmos as partes mais aleatórias da noite tiveram um estranho fascínio. Alternando entre algo legal e algo exageradamente cafona, a noite entrou para os anais da história, uma indulgência da diva que não vamos esquecer tão cedo.

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