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Era algo como uma doce  fantasia…

Este lançamento foi tão corajoso… não somente pelo nome. Um membro fundador do Wu-Tang Clan, que tinha a a cabeleira rebelde e o dente de ouro eram sua marca registrada: Ol’ Dirty Bastard.

Enquanto isto, Mariah Carey com apenas 25 anos, era uma jovem menina transformando-se em uma grande diva, que cantou uma série de músicas em 1°, sobre encontrar o ‘heroi’ dentro de você, sobre ter ‘visões do amor’ e sobre
resgatar um amor em ‘dreamlover‘.

Os dois vieram de uma forma muito improvável: um rapper gangstar e uma cantora que tinha voz de um doce como um pássaro e ambos se juntaram em uma canção. Um conceito sem fundamento, ou seja, até 1995, quando Carey e o rapper juntaram forças para fazer o remix de ‘Fantasy’.

Ela se tornou a nona canção de Mariah Carey a atingir ao topo da parada de singles mais importante da Billboard, o Hot 100, ela foi descaradamente o casamento perfeito do hip-hop com o pop, onde o rapper se auto chamou de ‘cãozinho sujo’. Com o sample do clássico de 1981, ‘Genius Of Love’, com os vocais incríveis de Carey, e o rapper rosnado de O.D.B falando a épica frase, “Me and Mariah go back like babies with pacifiers.”

Nesta altura, esta música tornou-se a música da grande virada na carreira de Carey, fazendo nascer um novo gênero – “hip-pop” – como uma vez a Lisa “Left Eye” Lopes disse.

“Meu primeiro pensamento sobre isto foi: “Quem foi que permitiu que isto acontecesse?” disse um ex-apresentador do MTV News, John Norris, sobre o remix. “Não era apenas uma cantora de pop qualquer com um rapper”, acrescenta. “Foi a mais doce de todas as cantoras pops com o rapper mais destemido da Costa Leste, era o que víamos na época.”

Enquanto a Columbia Records, gravadora de Carey durante 1988-1999 – deu toda liberdade artística para ela ir em frente, Tommy Mottola, chefe do selo e seu marido estava podando seu controle criativo. E ela estava inquieta e pronta para sair da aba dele.

“A gravadora não entendia as minhas colaborações com artistas e produtores de hip-hop, como foi em ‘Fantasy’ com O.D.B ou ‘Heartbreaker’ com Jay-Z” disse Mariah Carey em uma entrevista para Variety em Agosto de 1999. “Agora todo mundo por lá quer me matar por eu ter gravado uma música com Jay-Z. Eu tenho várias críticas por isto”.

“As pessoas queriam que ela fosse uma artista como Celine Dion, e ela tinha várias queixas sobre isto” disse sua
amiga, a rapper Da Brat para o ET. Um amigo pessoal e colaborador de Carey disse que ajudaria a cantora a fazer a transição para a música urbana.

A mudança começou em pleno vigor quando ela lançou o ‘Butterfly‘ em 1997, fazendo o casamento musical com o Bone Thugs-n-Harmony e além de ter mergulhado de cabeça no hip-hop pesado ao lado de P.Diddy. Seguindo esta tendência, em 1999 ela lançou o ‘Rainbow’, que o primeiro single era ‘Heartbreaker’, uma colaboração com vários rappers. Se a versão original tinha Jay-Z, o remix tinha Da Brat e Missy Elliott fazendo um hino feminista para pistas.

Em relação a transformação musical de Carey, Da Brat diz: “Tommy Mottola não queria isto. Ele não queria que ela fosse a este nível musical. Ele não queria que ela se associasse com rappers, E ela lutou contra isto, porque Mariah queria ter a sua liberdade.”

Carey saiu vitoriosa na luta, graças suas colaborações com “Fantasy” e “Heartbreaker”, Jennifer Lopez se associou a Ja Rule para finalmente ter grandes sucesso, como foi nos remixes de “I’m Real” e “Ain’t It Funny”. Fergie, que ficou famosa por ser a única cantora no The Black Eyed Peas, e também colaborou com Ludacris em seu álbum solo. Christina Aguilera gravou com Redman. E Ashanti achou o sucesso gravando com inúmeros rappers. Então, em 2002, este formato já era popular e graças a Mariah Carey o GRAMMY criou uma nova categoria chamada: Best Rap/Sung Collaboration, eventualmente Beyoncé e Jay-Z saíram vencedores com ‘Crazy In Love’.

“Ela lançou esta tendência“, disse Da Brat, cuja esta influência é claramente vista em grande escala nos jovens artistas da atualidade – mesmo que eles não tenham noção que estejam seguindo um caminho criado por Carey.

“Todos os novos artistas do R&B tem que adorar o chão que Mariah Carey anda, pois ela que abriu as portas para este mercado de várias maneiras, tentando criar coisas diferentes e não ligando se iam dar certo ou não. E justamente isto que os novos artistas não têm – eles não têm apreço, eles não têm respeito algum.” – declarou Da Brat.

Enquanto Mariah Carey criou e sempre pavimentou o mundo do Pop com o R&B usando o hip-hop de elemento, fazendo com que este estilo ficasse muito popular até os dias de hoje. Até mesmo Taylor Swift juntou forças ao lado de Kendrick Lamar para o fazer o remix para “Bad Blood”. Também em 2015, Britney Spears gravou com Iggy Azalea para lançar “Pretty Girls”.

Ninguém até hoje levou a música pop e o hip-hop a um nível tão massivo – pelo menos ninguém no mainstream que tenha sido tão popular e famoso mundialmente como Mariah Carey. E isto foi uma grande vitória tanto na carreira de Mariah como na comunidade do hip-hop.

“Toda comunidade do hip-hop e R&B – nós amamos a Mariah. Finalmente tivemos alguém que nos levou para o mundo e tornou-se o nosso som popular. Isto foi simplesmente incrível.” – concluiu Da Brat.

Mas Norris vai além, “Fantasy é a canção mais importante que Mariah já gravou e lançou, já que ela teve aprovação e aceitação em ambos gêneros.”

Fonte: ET

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